Safra
Uvas cultivadas na região vão para a mesa dos brasileiros nas festas de fim de ano
Safra começou neste mês em propriedades nos municípios de Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo
Dezembro marca o início do período mais importante da safra de uvas de mesa no Brasil, especialmente na região Sudeste, onde a colheita costuma se estender até os meses de março e abril. A fruta, presença tradicional nas ceias de Natal e ano-novo, ganha destaque neste período tanto pelo aumento do consumo quanto pela valorização no mercado, impulsionada pelas festas e pelas altas temperaturas do verão.
Em Pilar do Sul, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), produtores celebram um cenário positivo nesta temporada. Beneficiada por condições climáticas favoráveis ao longo do ano, a safra local apresenta bom desenvolvimento e reforça a importância do município na produção de uvas de mesa destinadas ao mercado interno e à exportação. São Miguel Arcanjo, também na região, é outro município produtor de uvas de mesa.
No Sítio Santo Expedito, em Pilar do Sul, a expectativa é de uma safra superior à do ano passado. Segundo a produtora Tais Roberta Toledo, o ciclo 2025/2026 teve condições adequadas para o crescimento das videiras, o que resultou em boa qualidade das frutas colhidas. “A safra desse ano está melhor. Tivemos um clima favorável ao longo do ano para o desenvolvimento da planta”, afirma.
Embora a colheita em São Paulo siga até abril, o abastecimento nacional ocorre de forma escalonada. De acordo com a produtora, a colheita no Estado do Paraná teve início no começo de dezembro e se conecta com a safra paulista, garantindo oferta contínua de uvas ao consumidor brasileiro ao longo do verão.
Diversidade
Atualmente, a principal variedade cultivada no Sítio Santo Expedito é a Sweet Moscato, além de outras como Moscato vermelha, Núbia, Benitaka, Red Globe e Rubi. A diversidade de cultivares permite atender diferentes perfis de consumidores e mercados, ampliando as possibilidades de comercialização.
As condições climáticas exercem influência direta sobre a produtividade das videiras. Apesar de períodos de estiagem registrados ao longo do ano, o uso de sistemas de irrigação ajudou a minimizar os impactos e garantir o desenvolvimento adequado das plantas. “O clima afeta diretamente e neste ano foi bem favorável. Em uma época faltou chuva, porém, como temos irrigação, conseguimos manter o desenvolvimento da planta”, explica Tais.
O mês de dezembro costuma ser o período de maior valorização da uva no campo. As festas de fim de ano elevam a procura pela fruta.
Segundo a produtora de Pilar do Sul, os preços pagos ao produtor tendem a ser mais altos neste período e apresentam apenas uma leve retração a partir de fevereiro, sem grandes oscilações ao longo do restante da safra. “Os preços em dezembro sempre são mais altos por causa do Natal e do ano-novo. Depois tende a ter uma pequena queda, mas bem pouca”, relata.
Além das festas, fatores econômicos também contribuem para o aumento da demanda. O pagamento do 13º salário amplia o poder de compra da população, enquanto as altas temperaturas do verão impulsionam o consumo de frutas frescas. “A procura aumenta demais. As pessoas conseguem se alimentar melhor, com mais qualidade, e a uva é muito procurada”, acrescenta Tais
Exportação
A produção da propriedade em Pilar do Sul é destinada tanto ao mercado nacional quanto à exportação, com volumes que variam conforme o desempenho da safra. Entre os principais destinos internacionais estão Estados Unidos e Canadá, países que mantêm demanda constante pela uva brasileira. (João Frizo)
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