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Movimento nas papelarias aumenta; consumidores relatam alta nos preços do material escolar para 2026

Estimativas da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares apontam que o investimento em itens de material escolar deve ultrapassar R$ 53 bilhões em 2026

08 de Dezembro de 2025 às 21:34
Cruzeiro do Sul [email protected]
Muitas escolas já retornam
às aulas
em janeiro.
Período para pesquisa e compra será menor
Muitas escolas já retornam às aulas em janeiro. Período para pesquisa e compra será menor (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO 05/12/2025)

Com a proximidade do fim do ano e a preparação para o retorno às aulas em 2026, cresceu o movimento nas papelarias de Sorocaba. Os responsáveis pelas compras e os lojistas apontam alguns fatores que contribuíram, como o aumento no custo de itens básicos, antecipação das compras e a necessidade de adaptação das listas escolares.

O investimento em itens de material escolar deve ultrapassar R$ 53 bilhões em 2026, de acordo com estimativas da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), associadas a uma pesquisa do Instituto Locomotiva. Segundo o último levantamento do instituto, 2025 deve encerrar com um volume de compras de mais de R$ 51 bilhões no setor de papelaria. Para 2026, a estimativa da ABFIAE é que esse valor aumente entre 3% e 6%.

As estratégias dos consumidores

A coordenadora pedagógica Bruna de Melo, de 37 anos, tem dois filhos, de 7 e 15 anos. Ela conta que notou uma elevação significativa em itens como cadernos, lápis, canetas e materiais com personagens, que costumam ser mais caros. “Tive que trocar marca em alguns itens, não dá para cortar porque a escola exige, mas eu adapto para caber no bolso”, explica. Ela estima gastar entre R$ 700 e R$ 800 por ano com o material escolar dos filhos.

A diferença entre lojas físicas e plataformas online também influencia as decisões de compra. “Às vezes nas lojas on-lines tem frete grátis. Sai bem mais em conta e chega em casa, o que facilita muito”, diz Bruna. Já Roselane Oliveira, de 55 anos, também pesquisa preços em diferentes lojas, tanto físicas quanto on-line, mas costuma escolher presencialmente por segurança. “On-line às vezes é mais barato, mas o frete nem sempre compensa e gosto de ver o produto pessoalmente.” Com a estratégia de comprar apenas o necessário e buscar promoções, ela calcula gastar cerca de R$ 300.

Já do outro lado do balcão, o gerente de papelaria, Nivaldo Madureira, afirma que o setor sofre com reajustes anuais, mas tenta evitar repassar ao consumidor.“Todo ano tem ajuste, mas seguramos o máximo possível. A margem fica apertada. Quem se antecipa consegue pegar os preços atuais, porque a reposição já vem mais cara”, explica.

Os materiais licenciados, como da Disney, estão entre os itens com maior procura e que esgotam rápido, já que muitos são importados e não têm reposição. “Tem mochila que já vendeu quase tudo. A compra é feita com nove meses de antecedência. Se acabar, acabou.” A loja espera um “volta às aulas mais curto”, já que muitas escolas retomam as atividades ainda em janeiro. A principal recomendação é comprar antes para não pagar mais caro e não correr o risco de não encontrar os produtos.

É o caso de Elisson e Gessilia Amaro, que têm filhos de 6 e 9 anos, e optam por realizar a pesquisa de preços com antecedência. No entanto, eles dizem ter sido surpreendidos pelos custos. “É tudo muito caro, a gente pesquisa em loja física e on-line para ver onde compensa”, afirmam.

Mochilas e materiais de arte são os itens considerados mais pesados no orçamento do casal. Para economizar, eles têm escolhido marcas alternativas e pelo reaproveitamento de livros e uniformes, prática que vem ganhando força entre as famílias. “Reutilizar ajuda muito, tem livro que quase não é gasto e uniforme novo é caro, então compramos usado quando está em bom estado”, diz Gessília

Lavínia Carvalho - programa de estágio

 

 

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