Prefeito afastado
População apoia investigação
Tom Rocha
Ao meio-dia de ontem (12), o Cruzeiro do Sul ouviu dezenas de pessoas na praça Coronel Fernando Prestes, no centro de Sorocaba, sobre a Operação Copia e Cola, que investiga contratos da saúde na gestão do prefeito afastado Rodrigo Manga (Republicanos). Entre os que aceitaram falar, houve unanimidade: é preciso investigar.
Trabalhando como vendedora na bulevar Braguinha, um dos principais corredores comerciais da cidade, Isabella Lima, 27 anos, é recém-chegada a Sorocaba — veio de Ilha Comprida. “Estou aqui há um mês, por causa da fama da cidade. Não tenho muita informação sobre política, porque minha vida é trabalhar, ir para casa e descansar, mas acho que, se tem algo errado, é preciso investigar”, diz. Ela comenta ainda sobre a saúde pública: “Percebi que é precária. Já precisei ir em posto de saúde e hospital e achei muito lotado. O atendimento é básico demais.”
Nem todos quiseram comentar ou aparecer nas fotos, e alguns demonstraram saber pouco sobre o caso. Não é o caso do estudante Yan Silva, 18 anos. “Acho que tem de investigar, pois há muita coisa estranha acontecendo. Temos que saber se está tudo certo”, afirma.
O contador Alexandre Queiroz, 45, acompanha o assunto “por cima”, mas defende a apuração. “Não estou muito por dentro, mas a investigação tem de ser feita, seja quem for”, resume.
O pedreiro Paulo Rogério, 59, foi mais direto: “O prefeito fez coisa que não devia. Se a gente pega um xampu no supermercado e não paga, é preso na hora.” O aposentado Edson Antunes, 66, é ainda mais enfático: “Tem de meter na cadeia logo. Está demorando muito”.
Para a atendente Gislaine Kennedy, 48, a investigação é necessária independentemente do resultado. “É sempre bom investigar. Até porque, se ele for considerado inocente, isso ajuda a combater esse tipo de corrupção também.”
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