Buscar no Cruzeiro

Buscar

Trânsito

Motoristas e pedestres devem respeitar a sinalização

Agente de trânsito explica como agir nas travessias com e sem semáforo

13 de Outubro de 2025 às 21:00
Vanessa Ferranti [email protected]
Manter atenção ao atravessar ou dirigir é essencial para evitar acidentes e garantir a segurança de todos nas ruas
Manter atenção ao atravessar ou dirigir é essencial para evitar acidentes e garantir a segurança de todos nas ruas (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

A regra de trânsito é clara: quando um pedestre inicia a travessia na faixa viva, o motorista deve parar. Ainda assim, há quem desrespeite a sinalização. Em contrapartida, também acontecem situações em que pedestres não dão tempo para que os veículos reduzam a velocidade e atravessam na frente dos carros.

Quando as faixas vivas estão acompanhadas de semáforos, como a da rua 7 de Setembro, no centro de Sorocaba, surgem dúvidas sobre quem tem prioridade e qual deve ser a conduta correta. O Cruzeiro do Sul conversou com um especialista em trânsito para esclarecer essas questões e orientar motoristas e pedestres.

A estudante de publicidade Gabriela Pelegi Franco Helpa, de 20 anos, conta que a presença do semáforo ajuda, pois ela tem dificuldade em atravessar a rua, mesmo na faixa viva. “Ajuda, porque na faixa vermelha não respeitam. Quando a gente coloca o pé, eles continuam passando. Quando o semáforo fica vermelho, normalmente eles param. Então, fica mais fácil atravessar. Quando não tem essa sinalização, ou a gente passa correndo ou tenta adivinhar quando dá pra ir, porque não dá pra atravessar”, relata.

O empresário Peterson Ricardo Aloísio, de 48 anos, que é motorista, acredita que deveria haver um botão nos semáforos com faixa viva, para que os carros parem e os pedestres passem em segurança. “Se o farol está verde, o motorista também não está errado se não parar. Acho que precisa ter uma segurança a mais, porque já vi casos de pessoas que não respeitam”, afirma.

O Cruzeiro do Sul foi a alguns pontos com faixas de pedestres. Na rua 7 de Setembro, no centro de Sorocaba, é comum ver pessoas passando na faixa com o semáforo aberto para os veículos. Alguns carros param; outros apenas reduzem a velocidade. A reportagem também percebeu que alguns motoristas ficam irritados com a ação dos pedestres.

Já na avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, no Alto da Boa Vista, onde não há semáforo, alguns condutores param, mas outros ignoram a sinalização no chão.

Sorocaba possui 1.520 faixas de pedestres: 250 vivas e 240 elevadas, localizadas em pontos estratégicos de todas as regiões da cidade, nos locais com maior fluxo de travessia.

Segundo o agente de trânsito Alex Góes, da Secretaria de Mobilidade (Semob), há diferenças importantes entre faixa viva e faixa elevada.

A faixa viva (ou simples) é apenas a pintura no asfalto que indica a travessia, onde os pedestres têm prioridade e os motoristas devem parar. A circulação continua ao nível do tráfego de veículos, sem obrigar a redução de velocidade, a não ser que um pedestre esteja visível ou atravessando.

Já a faixa elevada (ou lombofaixa) é construída em uma plataforma acima do nível da rua, como um pequeno “quebra-molas”. Ela também garante a prioridade dos pedestres, mas a elevação física obriga os motoristas a reduzir a velocidade, tornando a travessia mais visível e segura. Por isso, é considerada um recurso mais eficaz para prevenir acidentes.

Nos pontos com semáforo, a sinalização luminosa deve ser respeitada. “Onde tem semáforo, o pedestre e o motorista têm que respeitar o semáforo. Ficou verde para o carro? O pedestre tem que aguardar na calçada até que fique vermelho de novo para que ele possa atravessar.”

Nos locais com faixa viva, sem semáforo, a preferência é do pedestre. Mas, antes de atravessar, ele deve sinalizar com a mão, informando ao motorista sua intenção. “Toda vez que o pedestre quiser fazer a travessia nesse tipo de local, ainda na calçada, deve olhar o sentido do fluxo dos carros e sinalizar ao condutor sua intenção de atravessar. Para isso, indicamos a palma da mão com o braço estendido. Depois que o primeiro carro parar, é preciso atenção aos demais veículos, porque, às vezes, uma moto ou outro carro não parou. Quando todos pararem, eu agradeço ao condutor e faço a travessia. Não precisa correr. Ao chegar do outro lado, aí sim o carro pode seguir viagem.”

Os motoristas também devem reduzir a velocidade nos trechos com faixas de pedestres. “Próximo à faixa temos uma placa de regulamentação de velocidade de 30 km/h e também a placa indicando a travessia de pedestres. Então, temos que reduzir a velocidade com antecedência, para que se consiga parar com segurança — tanto para o veículo que vem atrás quanto para o pedestre que está atravessando”, detalha Góes.

O agente de trânsito ressalta ainda que os motoristas que não param para que os pedestres atravessem podem ser multados.

“O principal problema hoje é o pedestre não sinalizar a intenção de atravessar. Se ele sinalizar e o motorista não parar, aí sim ele pode ser autuado”, finaliza.