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Sorocaba lidera em bombas antifraude no interior paulista

30 de Setembro de 2025 às 21:30
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Atualmente apenas 119 cidades possuem o equipamento no Estado
Atualmente apenas 119 cidades possuem o equipamento no Estado (Crédito: DANIEL GOUVEIA)

No Estado de São Paulo, apenas 119 municípios, de um total de 645, possuem bombas de combustível antifraude, segundo o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). A capital concentra 41 equipamentos, liderando o ranking. Na segunda posição está Sorocaba, primeira entre as cidades do interior, com 11 bombas distribuídas em cinco postos. Em seguida aparecem Presidente Prudente, Santos, Ribeirão Preto e São Carlos.

Na Região Metropolitana de Sorocaba, quatro cidades contam com o dispositivo: Araçoiaba da Serra, com três bombas; Ibiúna, com uma; Piedade, com quatro; e Votorantim, com sete. Cada município possui apenas um posto com o equipamento.

Em Sorocaba, os postos que dispõem da tecnologia são: Auto Posto Leisa, no Jardim Santa Rosália; Platamo Auto Posto, no Jardim do Paço; Monte Santo Combustíveis, no Éden; Auto Posto Muffato, em Ipanema das Pedras; e Auto Posto A4, no Jardim Faculdade.

Antônio Carlos, gerente de pista do Platamo, explicou que as bombas estão instaladas há mais de um ano e que, das quatro existentes, apenas uma ainda não recebeu a inovação, mas a troca está agendada. Segundo ele, o sistema garante segurança para consumidores, postos e frentistas, já que registra de forma clara e acessível as quantias de combustível abastecidas.

No Auto Posto Leisa, a gerente administrativa, Cláudia Fernandes, informou que duas bombas já possuem o sistema antifraude e que as demais serão substituídas em breve. Ela acrescentou que existe um recurso de bluetooth que permite ao Ipem rastrear todos os profissionais que realizam manutenção, incluindo o tipo de serviço executado.

Como funcionam

As bombas antifraude são instrumentos de Internet das Coisas (IoT), que permitem verificações remotas das medições. Os dados são rastreados pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), garantindo a autenticidade das informações.

Um dos golpes mais comuns é o do chip, que pode ser desligado por controle remoto durante fiscalizações. Com a tecnologia antifraude, todos os abastecimentos ficam registrados. Em caso de erro ou tentativa de fraude, a bomba emite mensagem de alerta e pode travar automaticamente se houver manutenção não autorizada.

A fiscalização é feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pelo Instituto de pesos e medidas do Estado de São Paulo (Ipem). No site do instituto, um mapa atualizado em tempo real permite ao consumidor consultar quais postos já possuem as bombas antifraude. (Vernihu Oswaldo)