Educação
Colégio Santa Escolástica celebra 120 anos de história e tradição
O marco foi celebrado com uma missa solene em ação de graças, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Ao lado das irmãs beneditinas, os fiéis e toda comunidade acadêmica comemoraram, neste domingo (28), 140 anos da fundação da Congregação das Irmãs Beneditinas Missionárias de Tutzing e os 120 anos da fundação do Priorado Colégio Santa Escolástica, uma das instituições mais antigas de Sorocaba. O momento foi celebrado com uma missa solene, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, anexa ao Colégio.
Fundado em 1905 pela ordem das Irmãs Beneditinas Missionárias de Tutzing, vindas da Alemanha, o Colégio Santa Escolástica foi inaugurado com o propósito de atender meninas, oferecendo uma educação pautada pela disciplina, ética e fé, características do carisma beneditino. Com o passar dos anos, a instituição também abriu as portas para meninos, iniciando o chamado "ensino misto".
Essa adaptação, ao longo de mais de um século de trajetória, reflete no Colégio até os dias atuais. De acordo com o diretor Benedito Donizete, que está no cargo há 3 anos, foi a inovação, aliada à tradição e essência do Santa Escolástica, que mantém a instituição ainda viva.
"Uma empresa aberta há 120 anos é uma coisa muito rara no Brasil. Então essa adaptação, ela se faz necessária. Hoje tem muitas tendências, muitas opções, muita concorrência, mas eu acho que nós não podemos perder a nossa essência", aponta o diretor. "E qual é a nossa essência? É um colégio que busca oferecer um ensino de qualidade, equipado, que se atualiza na parte tecnológica, mas é um colégio essencialmente cristão, de amor a Deus, de respeito ao próximo, de valor à vida".
Embora seja uma escola católica, o Santa Escolástica é aberta para toda a comunidade, independentemente da religião. Atualmente, a instituição oferece os cursos desde o Berçário até o Ensino Médio, atravessando a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.
História formada por pessoas
A história do Colégio Santa Escolástica é formada por pessoas. A irmã Irene, de 69 anos, por exemplo, vive uma vida consagrada a Cristo. Essa caminhada começou nos corredores da escola, em 1978, quando iniciou sua vocação religiosa.
"Costumo dizer que o Santa Escolástica é o meu ninho, é a minha casa de mãe, é aqui que eu me desenvolvi para voar mais alto. Durante a minha vida, passei por muitos outros lugares em serviço e, hoje, retornar aqui, é uma satisfação imensa", conta a irmã.
O coração da religiosa se enche ainda mais de alegria ao ver quantas histórias o Colégio fez parte. "É muito bonito, porque a gente sente e vê o caminhar das gerações. Eu, que já tenho um pouco mais de caminhada aqui na Congregação, vejo pessoas que dizem: minha avó estudou aqui, minha mãe estudou aqui, eu estudei aqui e meus filhos estão estudando aqui. A vida delas continuou, mas elas ainda guardam o Colégio no coração", destaca.
Ao longo desses 120 anos, o Colégio Santa Escolástica já formou mais de 90 mil alunos. Entre elas, está a professora de educação física Anna Luiza Monteiro Simões Rosa, de 23 anos. Ela ingressou na instituição em 2014, quando ainda estava na 6ª série.
"A minha história no Santa Escolástica, na realidade, não começa comigo. A história começa com a minha mãe, com as minhas tias e madrinha, que estudaram lá e fizeram com que eu e meus irmãos chegássemos até o Colégio", relata a jovem. "E lembro que, desde o primeiro dia de aula, foi uma experiência apaixonante. Sempre existiu um olhar muito atencioso para cada aluno".
Para a professora de educação física, além da bagagem pedagógica, os ensinamentos se estendem das salas de aulas para todas as áreas de sua vida, seja dentro da família ou inserida no contexto social de uma cidade. Respeito, justiça e um olhar cuidadoso e amoroso para o próximo sempre fizeram parte dos princípios e valores transmitidos pela instituição.
"Acredito que, muito além de uma aluna melhor, o Santa Escolástica me fez uma filha melhor, uma cidadã melhor, e uma mulher melhor. Tenho muito orgulho de dizer que sou ex-aluna do Santa e espero um dia, no futuro, que meus filhos também possam aproveitar toda essa estrutura oferecida pelo Colégio", afirma Anna Luiza.
Atualmente, a ex-aluna ainda guarda as memórias dos seus momentos na instituição e preserva laços, tanto com professores quanto com amigas, que foram criados ali dentro.
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