Acampamento
GCM orienta saída de ciganos em Sorocaba
Um grupo de ciganos, vindo de Minas Gerais, montou acampamento em um gramado próximo à avenida Dom Aguirre, em Sorocaba, na manhã de ontem (24). O local é circundado pela alça de acesso para a rodovia José Ermírio de Moraes (SP-75), conhecida como Castelinho. O acampamento continha diversos carros e cerca de seis barracas. Segundo um integrante do grupo, que não quis se identificar, o local abrigaria cerca de 25 pessoas, entre adultos e crianças, por três ou quatro dias, quando seguiriam viagem em direção ao Paraná.
Por volta das 16h, o grupo foi abordado pela Guarda Civil Municipal (GCM) e por equipe de fiscalização da Prefeitura de Sorocaba. Segundo agentes da GCM, o grupo teria conversado pacificamente e aceitado se retirar do local, depois de entender que a permanência na região poderia ser perigosa, especialmente para as crianças e os animais que brincavam e corriam pela área. O agente reforçou que a área é cercada por vias em que a alta velocidade é permitida, o que aumentaria o risco de acidentes nas proximidades.
Após desmontar o acampamento, o grupo seguiu rumo à rodovia, provavelmente para Itu, cidade onde já teriam se hospedado nos últimos dias. No local em que estava o acampamento, foram deixados resíduos e lixo que, ainda segundo a GCM, seriam retirados pela Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo).
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Sorocaba informou que o acampamento não havia sido autorizado e que as Secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Seplan), de Segurança Urbana (Sesu), da Cidadania (Secid) e o Programa HumanizAção, acompanharam a ação da GCM. (Vernihu Oswaldo)
Plano nacional criou políticas para povos ciganos
Em agosto de 2024, o governo federal instituiu o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos, que pretende combater o “anticiganismo” e garantir melhores condições de vida para esta população. O documento reconhece a territorialidade itinerante do grupo.
Entre os princípios do documento estão: garantir o acesso das crianças, jovens e adultos a escolas em todos os níveis de escolaridade; ampliar o acesso à documentação civil básica; garantir respeito às especificidades do grupo em relação à saúde; promover a segurança alimentar; e valorizar a cultura e os saberes tradicionais do povo cigano. (V.O.)
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