Buscar no Cruzeiro

Buscar

Mobilidade

Faixas adicionais na SP-75 só devem sair em 2032

Concessionária informou que obras de melhoria na Castelinho devem começar em abril de 2030

16 de Setembro de 2025 às 22:06
Cruzeiro do Sul [email protected]
Rodovia é importante ligação de Sorocaba à Castello e tem congestionamentos diários
Rodovia é importante ligação de Sorocaba à Castello e tem congestionamentos diários (Crédito: ALISSON ZANELLA (11/9/2025))

A rodovia José Ermírio de Moraes (SP-75), conhecida como Castelinho, é uma importante via de escoamento para o trânsito da região, servindo de ligação de Sorocaba com Itu, Salto, Campinas e a capital paulista. O alto movimento, principalmente em horários de pico e no trecho entre Sorocaba e a rodovia Castello Branco (SP-280), vem sendo um problema. O fluxo de carros é intenso durante boa parte do dia, mas os maiores congestionamentos ocorrem de manhã, por volta das 7h, quando muita gente pega a rodovia para ir ao trabalho. A entrada do bairro Aparecidinha e o acesso à rodovia Celso Charuri , em Sorocaba, concentram um grande trânsito nesse horário.

A concessionária CCR Sorocabana, responsável pela via, informou que pretende realizar a construção de faixas adicionais entre os kms 6 e 15. Porém, a previsão de início da obra é abril de 2030 e a conclusão, em março de 2032.

Em reportagem do dia 14 de dezembro de 2024, o Cruzeiro do Sul informou que a Castelinho receberia cerca de 31,3 quilômetros de faixas adicionais entre Sorocaba e Itu, enquanto a Castello Branco teria 43,4 quilômetros de novas faixas, distribuídas entre São Roque, Mairinque e Itu. Essas melhorias estão previstas na concessão da Rota Sorocabana.

Ainda segundo a CCR Sorocabana, no trecho da Castelinho em que administra (km 0 até o km 15), passam cerca de 65 mil carros, em média, por dia. Enquanto as melhorias seguem previstas apenas para o longo prazo, a situação atual da rodovia traz dificuldades diárias para motoristas e pedestres.

Acostamento

O motorista José Roberto Elmadjian, que passa pela rodovia diariamente, relatou que sempre observa imprudência por parte dos motoristas, como muitas ultrapassagens pelo acostamento, falta de policiamento e carros cruzando pelas faixas zebradas nos acessos. Outros motoristas também disseram que o trânsito nos horários de pico, que já é intenso, é agravado pela imperícia e desrespeito.

Pedestres precisam atravessar a rodovia para chegar a pontos de ônibus ou a comércios próximos e não é raro ver pessoas se arriscando entre carros e motos.

A Polícia Militar Rodoviária afirmou que mobiliza operações contínuas de fiscalização e patrulhamento na região, especialmente nos horários de pico. Afirmou também que, entre janeiro e setembro de 2025, já foram autuados 318 veículos por transitar em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, canteiros, acostamentos e afins.

Transporte coletivo

Além das imprudências e riscos enfrentados pelos pedestres, o transporte coletivo também sente os efeitos do congestionamento constante.

Quem precisa utilizar o miniterminal de Aparecidinha também sofre com o movimento. O local, que fica na entrada do bairro, ao lado da futura base da Guarda Civil Municipal (GCM), conta com fluxo intenso de pessoas, principalmente trabalhadores das diversas empresas. Um motorista de ônibus, que não quis se identificar, disse que o trânsito no acesso ao bairro é intenso durante todo o dia.

Um passageiro, que também não quis se identificar, afirmou que a demora nas viagens de ônibus é frequente. Enquanto as estatísticas confirmam a importância da rodovia no transporte regional, os usuários do transporte coletivo seguem à espera de melhorias que só devem sair do papel dentro de alguns anos. (Vernihu Oswaldo)