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Equidade racial

Palestras debatem enfrentamento ao racismo

12 de Setembro de 2025 às 22:32
Vanessa Ferranti [email protected]
Evento foi promovido pelo TRT da 15ª Região com a OAB
Evento foi promovido pelo TRT da 15ª Região com a OAB (Crédito: VANESSA FERRANTI (12/9/2025))

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sorocaba promoveram, na manhã de ontem (12), palestras sobre a importância da equidade e do combate à discriminação racial. O evento aconteceu na sede da OAB, no Alto da Boa Vista, e contou com a presença de juízes, desembargadores e advogados.

As palestras foram ministradas pela juíza do Trabalho, Polyanna Sampaio Cândido da Silva Santos, e pela advogada e presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB Sorocaba, Rayane Mayara Lucas de Proença. A mediação foi feita pela desembargadora do TRT-15, Adriene Sidnei de Moura David.

“A ideia é promover um evento que leve conhecimento aos advogados e pessoas interessadas pelo tema, para que possamos começar a construir uma sociedade mais igualitária, com menos injustiças, e seguir na linha do combate efetivo ao racismo, que é estrutural na nossa sociedade”, disse a desembargadora do TRT-15.

Na primeira palestra, a advogada Rayane Mayara Lucas de Proença abordou o tema do racismo contemporâneo. Segundo ela, as ações na Justiça do Trabalho relacionadas ao crime quase dobraram nos últimos dez anos. “A segregação, a fala racista, o chamar por um apelido análogo a um animal, esse é o racismo que chamamos de tradicional. O racismo contemporâneo está em microagressões, e isso é mais difícil de provar e de compreender, por isso a pertinência desse evento.”

A juíza do Trabalho Polyanna Sampaio Cândido da Silva Santos destacou o racismo cotidiano. Ela ressaltou que há pessoas, inclusive, que propagam falas ou pensamentos e não têm a dimensão de que aquele comportamento é racista. “O Brasil se identifica como um país racista, mas as pessoas não se autoidentificam como racistas. Então, a preocupação do Poder Judiciário, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), é combater inclusive as atitudes cotidianas do racismo, veladas, que podem não ter a intenção, mas que machucam aquelas pessoas que são ofendidas.”

Após as palestras, o evento foi finalizado com uma oficina de bonecas Abayomis (símbolo do poder feminino) e uma apresentação sobre os territórios quilombolas Cafundó e Caxambu, de Salto de Pirapora.