Índice
Sorocaba se mantém em 16º lugar no Ranking Estadual das Cidades
Nas áreas da saúde e da educação, município deixa a desejar e fica atrás até mesmo de Cerquilho e Alambari
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) indica que São Paulo é o estado com o maior número de cidades com alto nível de desenvolvimento socioeconômico no país. Dos 645 municípios analisados, 18,6% — que respondem por 28,8 milhões de pessoas —, estão em situação favorável. Sorocaba se manteve na 16ª posição no Estado e na 27ª (subiu duas posições) no País em 2023, com uma pontuação de 0,8557 — a melhor da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Em 2022, havia ficado na 16ª e na 29ª posições, respectivamente.
Por outro lado, a cidade está na posição 67 no Estado e na 105 no País quando analisada a categoria educação. Apesar de liderar na RMS, a educação sorocabana está longe do topo estadual. Além disso, na categoria saúde é a 114ª no Estado e a 462ª no País — o que a deixa atrás de municípios muito menores da RMS, como Cerquilho e Alambari.
Já na categoria de emprego e renda, é a 13ª no Estado, mas 57ª no País, sendo superada por Tietê. No entanto, está longe de todos os indicadores considerados críticos — pontuações inferiores a 0,4 pontos.
Criado em 2008 e atualizado neste ano com nova metodologia, o estudo é composto pelos indicadores de emprego e renda, saúde e educação e varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 maior o desenvolvimento socioeconômico.
Por meio desta pontuação, é possível avaliar o município de forma geral e específica em cada um dos indicadores. Tanto a avaliação geral quanto as análises dos indicadores são classificadas em quatro conceitos:
* entre 0 e 0,4 desenvolvimento crítico
* entre 0,4 e 0,6 desenvolvimento baixo
* entre 0,6 e 0,8 desenvolvimento moderado
* entre 0,8 e 1 desenvolvimento alto.
Os dados disponíveis são de 2013 a 2023. Há dez anos, em 2015, Sorocaba estava na posição 41 no ranking estadual e 23 no nacional.
Na ponta
Águas de São Pedro e São Caetano do Sul são as duas cidades mais bem avaliadas nas análises estadual e nacional. Na classificação de desenvolvimento moderado estão 78,8% dos municípios, com total de 16,9 milhões de habitantes. Já no cenário de baixo desenvolvimento estão 2,6% das cidades, com 134 mil pessoas.
O estado de São Paulo também se destaca por não ter nenhum município com nível de desenvolvimento crítico. Elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados oficiais referentes a 2023, esta edição do IFDM analisou 5.550 municípios brasileiros que respondem por 99,96% da população.
Baixo desenvolvimento
O IFDM aponta que 47,3% das cidades brasileiras (2.625) ainda têm desenvolvimento socioeconômico baixo (2.376) ou crítico (249). São 57 milhões de pessoas vivendo nesta situação. Os municípios com desenvolvimento moderado são 48,1% (2.669) e aqueles com alto nível são apenas 4,6% (256). Os três mais bem avaliados pelo estudo são Águas de São Pedro (SP), São Caetano do Sul (SP) e Curitiba (PR).
“É inadmissível que ainda hoje, apesar da melhoria nos últimos anos, a gente tenha um Brasil tão desigual. Por meio do IFDM conseguimos chamar a atenção para a situação crítica de muitas cidades, que nem sequer tem quantidade razoável de médicos para atender a população, em que a diversidade econômica é tão baixa que sete em cada dez empregos formais são na administração pública”, comenta o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Ainda conforme ele, os cálculos indicam que as cidades críticas têm, em média, mais de duas décadas de atraso em relação às mais desenvolvidas do país. “É como se parte dos brasileiros ainda estivesse vivendo no século passado”, acrescenta.
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