Pedido de socorro
Moradores da rua Minas Gerais reclamam de furtos frequentes
Casas e estabelecimentos comerciais são alvos dos bandidos; PM diz desconhecer as ocorrências
Moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais localizados na rua Minas Gerais, uma travessa da avenida Eugênio Salerno, região central de Sorocaba, alegam que estão vivendo momentos de insegurança e de medo com os furtos frequentes que vêm sendo praticados nos últimos anos. Relatam que os imóveis são invadidos e os pertences levados pelos criminosos que não se intimidam nem mesmo quando percebem as câmeras de segurança, alarmes e cercas elétricas.
A ocorrência mais recente foi registrada no dia 14. Na ocasião, a sede de uma empresa de jogos foi invadida e teve a fiação furtada. O imóvel, então, ficou sem energia e sem acesso à internet. Porém, este foi apenas um dos transtornos que a empresária Márcia Cristina Carvalho de Garcia já precisou enfrentar.
Ela conta que sofre com os furtos há pelo menos cinco anos, desde que abriu o estabelecimento na via. Neste período, criminosos invadiram o imóvel de diversas maneiras: tiraram os batentes da porta, pularam a cerca elétrica e acessaram também pela casa do vizinho.
Além da fiação, inúmeros pertences foram levados, como computador, torneiras e ar-condicionado. Ao todo, foram mais de R$ 4 mil de prejuízo. atesta Márcia Cristina. “Tudo isso faz com que você vá ficando chateada. Eu pago bastante imposto, não vendo sem nota fiscal, mas não tenho retorno nenhum do município, do governo, de quem precisa cuidar disso para que a gente continue trabalhando”, lamenta.
Invadida mais de uma vez
O mesmo transtorno vive a professora de inglês e dona de uma escola de música, Viviane Mendes. Ela
conta que o seu estabelecimento também foi invadido mais de uma vez. Foram furtados bicicletas, caixa de som, televisão e instrumentos musicais utilizados nas aulas para as crianças.
Viviane revela que, em uma dessas situações, até conseguiram encontrar o suspeito. No entanto, ele não foi preso sob alegação de que não houve o flagrante. “Pagamos um guarda, ele ajuda, mas não tem ronda aqui. Espero que a Polícia Militar faça uma ronda maior. Eu entendo que o trabalho deles [se referindo aos policiais] é difícil, deve ter uma demanda alta, mas não tem ronda nenhuma aqui”, comenta.
Duas vezes seguidas
Já o chefe de cozinha Fábio Peres teve a fiação do seu estabelecimento furtada por duas vezes seguidas. Para ele, o problema não é somente na rua Minas Gerais, mas sim em toda a região central. “Eles [os bandidos] vêm de madrugada e o negócio deles é fio. Eu acho que, por causa do cobre, vendem para usar droga, essas coisas.”
Os reclamantes contam ainda que um imóvel abandonado teria sido invadido na Avenida Eugênio Salerno. Por isso, pedem que a fiscalização seja intensificada naquelas imediações. “São muitos os prejuízos que nós temos. Eu espero que a polícia intensifique a ronda aqui”, conclui Márcia Cristina.
Não há ocorrências
Por meio de nota, o 7º Batalhão de Polícia Militar do Interior, responsável pelo patrulhamento e segurança do bairro, informa que, ao consultar o banco de dados da corporação, não encontrou o registro de ocorrências para a rua Minas Gerais.
Acrescenta que a região conta com patrulhamento, por meio de diversas modalidades de policiamento preventivo (Radio Patrulhamento, Força Tática, Rocam), pontos de estacionamento em áreas de maior incidência criminal e execução de operações bloqueio e impacto.
Ainda conforme a PM, neste ano foram presas três pessoas procuradas pela Justiça, além da prisão de um criminoso por receptação e a prisão de outro infrator por roubo a estabelecimento comercial, todos os casos nas imediações do local indicado.
“Esclarecemos que o planejamento do policiamento se baseia em análise do registro dos boletins de ocorrências elaborados, em conjunto com informações obtidas por meio de reuniões com os moradores, a exemplo das reuniões do Conseg, PVS ou através do serviço 181 (Disque Denúncia) e 190 (Emergência).