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Cesta básica sorocabana atinge terceiro maior valor do ano

Até o momento, o mês mais caro registrado neste ano foi junho, com a cesta atingindo R$ 1.071,66

09 de Outubro de 2024 às 22:00
Gabrielle Camargo Pustiglione [email protected]
A batata e a cebola são os itens de mercado que registraram queda nos preços
A batata e a cebola são os itens de mercado que registraram queda nos preços (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO (9/10/2024))

Em setembro de 2024, o valor da cesta básica registrou um aumento de 1,24% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 1.066,33, o terceiro maior valor do ano. Essa aceleração dos preços no mês de setembro foi causada, principalmente, pelo aumento no preço médio da carne bovina, que apresenta importante peso relativo na composição de preço da cesta sorocabana.

Segundo pesquisa desenvolvida mensalmente pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas (LCSA) da Universidade de Sorocaba (Uniso), em 2024, os preços seguem em constante oscilação. Até o momento, o mês mais caro registrado neste ano foi junho, com a cesta atingindo R$ 1.071,66, enquanto março foi o mês mais barato, com o custo da cesta em R$ 1.045,47. Comparando com setembro de 2023, a cesta básica de setembro de 2024 está 8,71% mais cara.

A pesquisa mostra que os grupos de bens que compõem a cesta básica sorocabana apresentaram, em setembro de 2024, as seguintes variações de preço em relação ao mês anterior: alimentação (+1,41%), limpeza (-0,27%) e higiene pessoal (+0,43%).

Dos 34 itens que compõem a cesta básica de Sorocaba, 18 registraram aumento de preço em setembro de 2024. Entre os itens com as maiores altas e maior impacto destacam-se a carne de 2ª (1kg), que subiu 5,94%, passando de R$ 25,93 em agosto para R$ 27,47 em setembro; e a carne de 1ª (1kg), que teve um aumento de 4,62%, indo de R$ 36,33 para R$ 38,01.

Conforme a pesquisa, o aumento do preço dessa importante fonte de proteína para o consumidor se deve à alta no preço do boi gordo. Após um longo período de relativa estabilidade, o preço da carne indica agora tendência de alta. Esse movimento pode ser explicado pelo aumento da demanda, tanto externa quanto interna, em contraste com a redução da oferta, causada pelo tempo seco, que prejudicou os pastos.

As altas do vinagre (750ml) de 5,38% e do sabonete (90g) de 3,96% podem estar ligadas a movimentações de ajustes comerciais de preços, o que é comum nos mercados. O segundo aumento consecutivo no preço do café (pacote 500g), neste mês, de 3,71%, pode estar ligado à retração da oferta interna e também à do Vietnã, grande produtor mundial desse item.

Queda do preço

As maiores quedas de preços foram observadas no quilo da cebola (-11,93%) e da batata (-7,92%). A redução no preço da cebola ocorreu devido ao aumento da oferta nacional, especialmente no nordeste. A oferta da batata também cresceu em setembro, impulsionada pelo pico da safra de inverno, e o clima quente acelerou o ritmo das colheitas no mês. As demais quedas mais significativas ocorreram no quilo da salsicha  (-3,46%) e da linguiça fresca (-2,93%), com preços passando de R$ 14,18 para
R$ 13,69 e de R$ 25,62 para R$ 24,87, respectivamente.

Estratégias para economizar

Uma das alternativas para fugir da alta dos preços é adotada pelo casal de aposentados Roberto e Rosa Correa, que recorrem às marcas com menor preço. “Tentamos fazer um equilíbrio, procuramos produtos com menor preço e substituímos, não é o caso da carne, arroz e feijão que são produtos essenciais”, explicam.

Isaías e Maria Lúcia Gouveia têm o hábito de ir ao supermercado com frequência e ficam de olho nas promoções. “Nós vamos ao supermercado com a lista do melhor preço e vamos comprando conforme temos necessidade ou estocamos”, contam. (Com informações do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso)

 

 

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