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Relógio histórico da igreja Santa Rita faz 70 anos hoje

Badaladas são ouvidas por moradores do entorno

25 de Setembro de 2024 às 21:56
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Valdinei Ambar é responsável pela manutenção do relógio há 36 anos
Valdinei Ambar é responsável pela manutenção do relógio há 36 anos (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO (24/9/2024))

 

O relógio histórico da igreja Santa Rita, localizada na rua Bartolomeu de Gusmão, 333, na Vila Santa Rita, em Sorocaba, completa 70 anos hoje (26). A comunidade que vive no entorno do local está habituada com as badaladas que ecoam pelo bairro a cada 15 minutos. A reportagem do Cruzeiro do Sul esteve no local e depois de subir 52 degraus, chegou até a máquina, equipamento que faz o relógio funcionar.

Há 36 anos, Valdinei Ambar, de 52 anos, é o relojoeiro responsável pela manutenção do relógio. Com o pai que exercia a mesma profissão, Valdinei aprendeu desde novo a trabalhar com o objeto. “As pessoas da igreja pediram para o meu pai fazer um conserto e ele pediu para que eu fosse, desde então não parei mais”. Aos 16 anos, se voluntariou para as manutenções do relógio como forma de doação. “Como faço parte da comunidade da Santa Rita, faço esse trabalho com muito prazer e a satisfação em servir”. Além desse trabalho voluntário, em 1991, Ambar, também passou a cuidar do maquinário na igreja São Carlos Borromeu.

Uma vez por semana, Ambar precisa realizar as manutenções para que o maquinário continue funcionando. O sistema que aciona o carrilhão é automático, mas no momento um dos motores do equipamento está quebrado, e o relojoeiro precisa da ajuda de manivelas, como era realizado o trabalho antigamente. “Esse ano tivemos um problema com uma peça, e as pessoas do bairro sentiram a falta das batidas, pois estão acostumados. O tempo de fabricação da peça levou em torno de 30 dias, e eles me questionavam sobre quando o sino iria voltar a bater”.

O relojoeiro afirma que sempre realizará esse trabalho de forma voluntária. “Hoje é uma profissão que já está extinta, a maioria dos relojoeiros que existem hoje fazem serviços básicos, como troca de pilha, pulseira, mas a parte de consertos já está extinta. Mas, para mim, a profissão está no sangue. Então esses relógios de parede, de carrilhão, de 70 a 80 anos, muitos ainda me procuram para eu fazer esse serviço, que quase ninguém faz. Alguns me perguntam quem irá me substituir, mas ainda não sei, somente o tempo irá dizer”, afirmou Ambar. (Lavínia Carvalho - programa de estágio)