Problema controlado
Iluminação e até portão diminuem movimentação em ponto de ‘cruising’
Reportagem do jornal Cruzeiro do Sul, há duas semanas, mostrou a situação, e o Poder público tomou algumas providências
Duas semanas depois de reportagem publicada pelo jornal Cruzeiro do Sul, a marginal direita do rio Sorocaba, que dá acesso à Usina Cultural, agora, está menos movimentada. O local, conhecido por ser um ponto de “cruising” (encontros sexuais com desconhecidos, geralmente em espaços públicos), recebeu reparos na iluminação pública. Além disso, um portão está sendo instalado, no fim da rua, para impedir a entrada de pessoas não autorizadas.
Mesmo com fluxo menor de veículos, ainda é possível perceber uma movimentação nas proximidades. A equipe do jornal esteve lá, durante o período da noite, e notou que há “olheiros” para vigiar quem entra e quem sai da via pública. Embora o local esteja mais iluminado, há um trecho da rua que ainda está às escuras.
O clima para quem passa pela marginal direita do rio é tenso. Isso porque, conforme as observações da reportagem, não há nenhuma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) para fazer a segurança no local, facilitando o cometimento de crimes, como tráfico de drogas e assaltos. Ciente da situação, a Prefeitura afirmou que iniciou trabalhos na região, a fim de coibir tais práticas, já no mês passado.
A Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo) encaminhou equipe técnica ao local que realizou o levantamento das melhorias necessárias para incremento da segurança na via. A pasta providenciou reparos na iluminação e ainda planeja ampliar a luminosidade da rua. “A via da Usina Cultural, prédio administrado pelo Grupo Splice, foi, ainda, contemplada com um portão, para reforçar a preservação da área. Paralelamente, a GCM, que já realizava patrulhamento preventivo, reforçou a segurança da região”, informou.
O Centro Universitário Facens, que assumiu a direção do espaço da Usina Cultural, também se manifestou sobre o caso: todo o perímetro foi isolado para evitar invasão de propriedade privada e qualquer uso irregular do local. Além disso, o espaço continua sendo monitorado por câmeras de vigilância 24 horas por dia. “A diretoria da Usina Cultural Facens entende que a preservação do espaço público e privado é dever de todos, incluindo as empresas responsáveis pelas áreas próximas, assim como a Prefeitura e demais órgãos públicos fiscalizadores”, ressaltou.
Polícia
As pessoas que forem surpreendidas por cenas constrangedoras podem acionar a Polícia Militar (PM) pelo telefone 190, com ligação gratuita. Quem for pego praticando atos libidinosos pode ser preso em flagrante e responder penalmente. Conforme o artigo 233 do Código Penal, praticar ato obsceno em lugar público, aberto ou exposto ao público pode acarretar em detenção, de três meses a um ano, ou multa.
A delegada Luciane Bachir, titular da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), explicou que há uma complexidade por trás de situações como essas. Segundo ela, denúncias do tipo também chegam à Polícia Civil e podem ocasionar em um inquérito civil. “É claro que procuramos estar sempre à frente, mas é um combate constante. É necessário comprovar, fazer prova de autoria para uma futura condenação”, salientou. (Wilma Antunes)