Imprudência
Estado de São Paulo teve três mil afogamentos em 2022
Entre as principais causas estão: embriaguez dos adultos, desrespeito aos alertas de perigo, uso de flutuantes no mar e brincadeiras de risco em áreas com maior profundidade
Neste verão de dias quentes, muitas pessoas aproveitam para se refrescar em piscinas, praias, represas e rios. No entanto, os banhistas precisam redobrar os cuidados para evitar afogamentos. Segundo o Governo do Estado de São Paulo, Sorocaba está entre as cidades com maior número de casos, ao lado de São José dos Campos e cidades do litoral.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram registrados 3,1 mil afogamentos em todo o Estado em 2022, um aumento de 11,7% em relação a 2021, quando ocorreram 2,81 mil casos. Só em praias paulistas foram registrados 2,3 mil casos no ano passado.
A causa dos afogamentos está ligada à imprudência, como a embriaguez dos adultos -- sendo este o principal agravante dos afogamentos -- o desrespeito aos alertas de perigo, o uso de flutuadores no mar, como colchões infláveis e as brincadeiras de risco dentro de áreas com maior profundidade.
“Neste verão, não abuse da sorte e, na praia, sempre respeite as orientações do salva-vidas. Lembre-se quase metade dos afogados acreditavam que sabiam nadar”, alerta a coordenadora do Grupo de Atendimento e Resgate às Urgências (Grau), Cecilia Damasceno.
Confira algumas dicas para evitar afogamentos:
1. Designe uma pessoa específica para tomar conta de crianças. Essa pessoa deve, por exemplo, reduzir o consumo bebida alcoólica e se concentrar nos cuidados dos pequenos;
2. Não confie na falsa impressão de segurança que os pais têm com o uso de boias e com a presença de outros banhistas conhecidos em torno da piscina;
3. No clube, lembre-se que o salva-vidas tem muitas pessoas para observar e que a visão dele pode ser prejudicada pelo ângulo ou pela movimentação das pessoas;
4. Em locais de correnteza, jamais desobedeça a sinalização do Corpo de Bombeiros;
5. No mar, em rios e outros locais com correnteza, o ideal é que o nível da água não ultrapasse a cintura do banhista para que ele não seja surpreendido por depressões no solo ou ondas e correntes inesperadas;
6. Se for para o fundo usando uma boia, jamais a abandone, mesmo que perca o controle da situação;
7. Caso se sinta em perigo, evite gritar e não nade contra a correnteza para poupar o fôlego e evitar a fadiga. Sinalize pedido de ajuda com os braços e procure boiar.
8. No caso de perder o controle do corpo em rio, nade no mesmo sentido da correnteza e procure avançar lentamente pelas laterais até alcançar as margens.
9. Não mergulhe de cabeça em depósitos naturais de água, pois o fundo está em constantes transformações. O choque com o fundo pode causar de desmaios a sérios danos à coluna vertebral, expondo à vítima ao agravante de afogamentos.
10. Não entre na água caso esteja alcoolizado. A bebida alcoólica faz com que o banhista perca seu senso crítico relação ao mergulho.
11. Evite mergulhos solitários. Sempre tenha uma companhia, que possa ajudá-lo no caso de imprevistos.
12. Evite ou redobre a atenção com mergulhos noturnos, há risco de acidentes com redes de pescadores (no caso de mares e rios) e a visibilidade do ambiente fica bastante limitada.
Socorro adequado
Tão importante quanto evitar o afogamento, é saber como prestar socorro. O ideal é que pessoas sem treinamento apropriado não tentem fazer salvamentos sozinhas com o próprio corpo, colocando a própria vida em risco. O mais adequado é fornecer para a vítima objetos que flutuem ou que sirvam como uma corda.
Uma simples garrafa pet pode ajudar a evitar um afogamento. É fundamental buscar socorro de salva-vidas ou bombeiros. A remoção da vítima deve ser feita pelos membros (pernas e braços) e jamais pode haver a compressão do abdômen. Fora d’água, a vítima deve ser colocada de lado, ter sua roupa molhada removida e ser aquecida até que haja atendimento profissional. (Da redação, com informações do Governo do Estado de São Paulo)