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Estado alerta a população sobre riscos da febre amarela no carnaval

O risco é maior em áreas de mata e zona rural que recebem turistas para acampamentos, trilhas e outras atividades neste feriado

06 de Fevereiro de 2023 às 23:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Cidades de Minas Gerais e Paraná que fazem divisa com São Paulo estão com alerta para contaminação
Cidades de Minas Gerais e Paraná que fazem divisa com São Paulo estão com alerta para contaminação (Crédito: DIVULGAÇÃO / HOSPITAL SANTA CATARINA - BLUMENAU )

O Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) do Estado de São Paulo alerta a população para o risco de contaminação por febre amarela neste feriado de Carnaval. Cidades do interior de Minas Gerais e Paraná, que fazem divisa com o Estado de São Paulo, estão com alerta para a doença. O risco é maior em áreas de mata e zona rural que recebem turistas para acampamentos, trilhas e outras atividades neste feriado.

No Estado de São Paulo, a cobertura vacinal contra a febre amarela é de 64% e a SES reforça a importância da vacinação e conscientização sobre a imunização de rotina e não apenas em momento epidêmico ou pandêmico para evitar casos mais graves.

Para Tatiana Lang D’Agostini, diretora do CVE, para quem irá viajar para o interior neste feriado, a imunização é imprescindível. “A vacina da febre amarela tem um período de 10 dias para criar anticorpos, desta forma, quem irá viajar no carnaval para zona de mata, ir para acampamentos, trilhas, cachoeiras, é de suma importância a imunização o quanto antes”.

No dia 27 de janeiro, o Estado de São Paulo registrou o primeiro caso confirmado de febre amarela desde 2020. O caso foi em um homem, de 73 anos, morador de zona rural na cidade de Vargem Grande do Sul, divisa com Minas Gerais.

A SES reforça que a vacina contra febre amarela faz parte do calendário de imunização e está disponível em todos os postos de saúde do Estado. É importante destacar também que a transmissão da febre amarela não tem participação direta de macacos para seres humanos. A infecção se dá por meio de mosquitos silvestres, que vivem em zona de mata e não habitam o ambiente urbano das cidades. (Redação)