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Pais devem gastar mais do que em 2021

Sábado que antecede Dia das Crianças foi de grande movimento no comércio

09 de Outubro de 2022 às 00:01
Thaís Marcolino [email protected]
Movimento intenso foi observado em loja de brinquedos na região central da cidade
Movimento intenso foi observado em loja de brinquedos na região central da cidade (Crédito: THAÍS MARCOLINO (8/10/2022))

 

No fim de semana que antecede o Dia das Crianças, comemorado no dia 12 de outubro, quem foi à região central de Sorocaba ontem (8) para comprar os presentes precisou ter calma. Muitos clientes estavam disputando espaço pelos corredores das lojas. E como previsto, os setores de brinquedos foram os campeões na procura.

Apesar da correria que permaneceu durante todo o dia, os lojistas não reclamam. Essa é uma das melhores datas do ano para lucrar. O gerente de um estabelecimento que tem o setor infantil como um dos atrativos de vendas, e que ficou lotado ontem, principalmente no período da manhã, contou à reportagem que em datas comemorativas passam, em média, por dia, cerca de 25 mil pessoas no comércio. “Isso são os que finalizam a compra, porque pode ser ainda maior esse número. Na terça-feira (11), por exemplo, a gente acredita que passem por aqui de 35 a 40 mil consumidores”, contou Alexandre Salvador. A expectativa de venda deste ano está em 15% maior em relação a 2021, que ainda estava sob um regime pandêmico.

Segundo a Associação Comercial de Sorocaba (Acso), a expectativa de movimento do gerente na véspera é comprovada, já que cerca de 35% vão às compras em cima da hora, contra 59% que anteciparam para a semana anterior e 6% que já estão tranquilos e apenas esperando a data para presentearem as crianças pois já compraram bem antes.

Valor gasto

Ainda de acordo com a pesquisa da associação, o gasto dos consumidores está em aproximadamente R$ 158,00, valor 33% superior aos R$ 119,00 despendidos em 2021. Muitas vezes, atraídos pela televisão ou internet, as crianças acabam pedindo itens mais caros, porém não é sempre que os pais conseguem atender aos pedidos dos filhos. E para não deixar a data passar batida, o que vale é a conversa.

Rose e o filho Eduardo: pelos educativos  - THAÍS MARCOLINO (8/10/2022)
Rose e o filho Eduardo: pelos educativos (crédito: THAÍS MARCOLINO (8/10/2022))

Rose Saraiva foi com o filho Eduardo, de 7 anos, para comprar o presente, e antes de sair de casa já o avisou sobre o orçamento. “Eu falo para ele que o orçamento é tal e que juntos escolheremos algo que caiba nesse valor. Se por acaso ele goste de algo mais caro, aí combinamos de deixar para o aniversário. O Dia das Crianças acaba sendo um mimo mesmo para não passar a data em branco”, explicou a servidora pública. Neste ano, Eduardo ganhou um jogo de letras, e para sua mãe, esse tipo de brinquedo, mais educativo, estimula o cérebro e acaba deixando de ser mais um brinquedo na prateleira.

Apesar da queda da inflação nos últimos meses, muitos pais sentiram que os preços dos brinquedos ficaram um pouco mais salgados neste ano. Porém isso não foi motivo suficiente para Cristiane Saldanha não ver o rosto da filha Lívia, de seis anos feliz. “A gente se aperta e dá um jeito e até pechincha na loja”, contou a operadora de serviços multifuncionais. Lívia ganhou este ano uma boneca e vai levar para os vizinhos alguns presentinhos, com promessa de muita alegria na quarta-feira (12).

Carmem prefere ir sozinha para escolher com calma - THAÍS MARCOLINO (8/10/2022)
Carmem prefere ir sozinha para escolher com calma (crédito: THAÍS MARCOLINO (8/10/2022))

Se por um lado os pais que decidem levar os filhos para as compras, há quem acredite que ir sozinha seja melhor. A professora Carmen Silva foi logo pela manhã comprar os presentes de seus quatro netos. Para ela, a data é uma tradição e nunca deixou de adquirir algo, mesmo que seja simples. Neste ano, apostou em brinquedos como carrinho e boneca.

Itens mais desejáveis

Os brinquedos atingem a maioria das intenções de compra para o Dia das Crianças, é fato, mas, segundo mostrou a pesquisa da Acso, eles não são os únicos na lista. Os itens de vestuário fica em 29% das intenções e como não dá para descartar os eletrônicos, artigos desse setor também aparecem como opção para 21% dos pais. (Thaís Marcolino)

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