Covid-19
São Roque e Mairinque voltam com obrigatoriedade do uso da máscara
Municípios voltaram com a obrigatoriedade do uso da máscara em determinados locais fechados, como salas de aula
Pelo menos duas cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) voltaram com a obrigatoriedade do uso da máscara em determinados locais fechados: São Roque e Mairinque. Ontem (31), o governo estadual recomendou o uso da proteção facial em ambientes fechados, diante da alta de casos da Covid-19, por recomendação do Comitê Científico do Estado de São Paulo, que assessora o governo quanto às ações adotadas durante a pandemia.
A Prefeitura de São Roque informou que o uso de máscara voltou a ser obrigatório nas escolas da rede municipal desde terça (31). “Há ainda disponibilidade de álcool em gel nas unidades escolares. O uso correto da proteção, cobrindo o nariz e a boca, também foi determinado em meios de transporte utilizados pelos alunos da cidade e nas dependências do próprio departamento”, informa o município.
Ainda conforme a prefeitura, São Roque conta com ações de vacinação diárias contra a gripe e contra a Covid-19. “Estão sendo feitas desde a última segunda (30) a 3ª dose para adolescentes de 12 a 17 anos, que passou a ser administrada”, informa o Executivo. A Prefeitura de São Roque informou ainda que segue a obrigatoriedade de uso de máscara em transportes públicos e instituições médico-hospitalares.
Mairinque
A Prefeitura de Mairinque também emitiu decreto recomendando o uso de máscaras no município e tornou obrigatória a utilização da proteção facial em determinados estabelecimentos fechados públicos privados. O decreto municipal, número 6.984, foi publicado na última segunda-feira (30).
Conforme o decreto, Mairinque recomenda o uso de máscaras para toda a população em todos os ambientes fechados, sejam eles públicos ou privados. “Fica mantida a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial, com total cobertura do nariz, boca e queixo, para acesso aos espaços públicos ou privados de prestação de serviços de saúde, salas de aulas, salas de reuniões, farmácias e drogarias, transportes coletivos, locais fechados, entre outros”, determina o decreto municipal.
Segundo a Prefeitura de Mairinque, os motivos do novo decreto são por conta do aumento das notificações de casos de sintomas respiratórios e surtos, que se incluem outras etiologias possíveis, além da Covid-19; devido às alterações climáticas com baixa temperatura e diminuição da umidade relativa do ar, o que leva à fragilidade no sistema de defesa das pessoas, facilitando a invasão do organismo, especialmente por vírus, e a necessidade de permanentes cuidados para evitar a contaminação indiscriminada de pessoas e o colapso do sistema público de saúde.
O município orienta ainda que é necessário manter as medidas consideradas importantes e eficazes para conter o avanço da Covid-19, dentre elas: a higienização das mãos, o uso do álcool gel 70%, evitar aglomerações e manter o isolamento social, além de evitar locais fechados e com pouca circulação de ar.
Já a Secretaria de Saúde de Mairinque informa que manterá o monitoramento dos casos de Covid-19 por meio de análises epidemiológicas, podendo por meio da Vigilância Epidemiológica elaborar novas recomendações, baseadas nas diretrizes do Ministério da Saúde e também da Secretaria Estadual da Saúde.
Estado de SP
Dados da Fundação Seade apontam que a média móvel de novas internações por Covid ou suspeita da doença no Estado saltou de 171, em 30 abril, para 374, em 30 de maio. Os números representam alta de 118,7%. Ainda assim, também estão bem abaixo do pico da variante Ômicron, que ocorreu no início deste ano. Em 29 de janeiro, a média móvel de novas hospitalizações chegou a ficar em 1.521 no Estado, três vezes mais que o índice atual.
“Existe um claro aumento do número de casos de Covid”, diz Jamal Suleiman, médico no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Referência no combate à pandemia no Estado, a instituição atendeu cinco pacientes com diagnóstico positivo para Covid na última semana de abril, entre os dias 24 e 30. Cerca de um mês depois, entre os dias 22 a 28 de maio, o número de hospitalizados com a doença saltou para 19 (alta de 280%). (Da Redação)