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Sorocaba está em estado de alerta para dengue

Índice de Avaliação de Densidade Larvária atualmente é de 2,1%. O satisfatório é 1%. Neste ano, há 1.222 casos

15 de Dezembro de 2021 às 00:01
Ana Claudia Martins [email protected]
Bloqueio da ação do mosquito Aedes aegypti também é feita com a aplicação de veneno.
Bloqueio da ação do mosquito Aedes aegypti também é feita com a aplicação de veneno. (Crédito: EMÍDIO MARQUES / ARQUIVO JCS (7/2/2020))

Sorocaba está com índice de Avaliação de Densidade Larvária de 2,1%, o que coloca a cidade em estado de alerta para a dengue.

De cada 100 imóveis visitados 2,1 tinham larvas do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A informação é da Prefeitura, por meio da Secretaria da Saúde (SES). O índice é classificado como satisfatório até 1%; alerta acima de 1% até 3,9%; e de risco acima de 3,9%.

A SES informa que em 2021, Sorocaba confirmou 1.222 casos da doença, contra 1.873 em 2020, ou seja, houve redução de 34,75%. Este ano não houve nenhum óbito por dengue. No ano passado foi registrada uma ocorrência.

Apesar do índice de alerta, a SES informa que a situação não é epidêmica em Sorocaba. Uma das principais atividades de prevenção e controle das arboviroses (dengue, chikungunya, zika e febre amarela) é o bloqueio de casos positivos, ou suspeitos, em que as equipes de agentes da Divisão de Zoonoses realizam visitas nos imóveis ao redor. “Essas visitas têm o objetivo de bloquear a transmissão das doenças, por meio da redução da infestação do vetor, remoção e/ou tratamento de possíveis criadouros, orientação da população sobre sinais e sintomas das doenças e formas de prevenção e, ainda, buscar identificar novos casos das doenças”, informou a SES.

Outra ação complementar à atividade de bloqueio é a aplicação de veneno, conhecida como “nebulização”. Esse trabalho visa diminuir a infestação de mosquitos adultos possivelmente infectados. A aplicação de veneno só pode ser realizada quando há constatação de um caso positivo ou suspeito de arbovirose na região delimitada, ou seja, não pode ser realizada de forma rotineira. O uso do veneno deve ser feito com critério técnico, para evitar possíveis danos ao meio ambiente e a resistência do Aedes aegypti ao princípio ativo.

Para a prevenção e controle do vetor Aedes aegypti, ainda existe o programa “Casa a casa”, que consiste na visitação dos imóveis com o intuito de reduzir a infestação pela remoção e/ou tratamento de possíveis criadouros, conscientização e orientação da população. Essas são visitas de rotina.

Para evitar casos

A recomendação é que as famílias façam, periodicamente, uma vistoria nos imóveis para identificar e remover possíveis criadouros. Recomenda manter as lixeiras tampadas com os sacos plásticos bem fechados, guardar pneus secos em local coberto, fechar ralos com pouco uso e depositar neles uma colher de detergente ou sabão em pó (repetir esse tratamento após cada chuva).

Garrafas, frascos, potes, latas vazias e baldes descartáveis devem ser colocados no lixo ou vazios e virados de boca para baixo, igualmente em local coberto. Todos os pratos de vasos de plantas ou xaxins, dentro ou fora da casa, devem ser eliminados, pois acumulam água e são um dos criadouros mais frequentes do mosquito. No caso de bromélias ou outras plantas que possam acumular água, o indicado é plantar em local coberto e molhar somente a terra.

Vasilhas de água para animais domésticos devem ser escovadas com bucha e sabão, todos os dias, e ter a água trocada. Além disso, as caixas d’água devem estar sempre tampadas e bem vedadas e com telas no buraco dos ralos do “ladrão”. É importante verificar as calhas, se elas não estão entupidas. Para os vasos sanitários com pouco uso, o indicado é colocar duas colheres de sopa de sabão em pó, repetindo após cada troca de água.

Para as bandejas de geladeiras, retirar sempre a água e escovar com água e sabão, deixando 1/4 de copo de detergente ou duas colheres de sabão em pó. Piscinas de grande e médio porte devem ser tratadas com cloro em quantidade adequada para o tamanho. Caso estejam vazias, coloque 1 kg de sabão em pó no ponto mais fundo. As piscinas para crianças devem ser escovadas e ter a água trocada a cada dois dias.

Denúncias de potenciais criadouros do Aedes aegypti podem ser feitas por meio do canal 156 ou pelo site da Prefeitura, ou, ainda, em uma das Casas do Cidadão. Também é possível registrar a ocorrência pelo WhatsApp da Ouvidoria Geral do Município, pelo número (15) 99129-2426, das 8h às 17h. (Ana Cláudia Martins)