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Crise hídrica

Vazão da represa de Itupararanga é reduzida pela quinta vez

Atualmente, o reservatório opera apenas com 20,60% da capacidade total e, praticamente, com volume mínimo

24 de Novembro de 2021 às 15:01
A represa de Itupararanga opera praticamente com volume mínimo
A represa de Itupararanga opera praticamente com volume mínimo (Crédito: Fábio Rogério)

A Votorantim Energia, responsável pela administração da represa de Itupararanga, reduziu, nesta quarta-feira (24), a vazão do reservatório pela quinta vez. A empresa informou que a decisão foi tomada na última reunião com o Comitê de Bacias Hidrográficas de Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT). O fluxo passou de 2.750 litros por segundo para 2.500 litros por segundo. O volume útil também caiu de 20,92%, registrado em 16 de novembro, data da quarta redução, para 20,60%, nesta quarta (24). Assim, decresceu de 817,45 metros sobre o nível do mar para 817, 40. O manancial continua a operar praticamente com volume mínimo, que é de 817,45 metros sobre o nível do mar.

Esta foi a quinta diminuição em três meses da vazão de água da represa de Itupararanga para o Rio Sorocaba. A primeira foi adotada em agosto de 2021, quando o nível já estava em menos de 30% do total. A medida foi implementada em razão da crise hídrica que atinge o reservatório. Ela objetiva preservar a quantidade de água restante no manancial, pois, devido à estiagem prolongada, o nível continua baixando.

O reservatório abastece 85% da cidade de Sorocaba e diversos outros municípios da Região Metropolitana. Com a nova redução, está cada vez mais próximo do atingir o volume morto.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), realizará uma audiência pública para debater a crise hídrica e a situação da represa. O assunto será tratado com representantes das cidades que captam água do reservatório.

A audiência, proposta pelo promotor do Gaema Antonio Domingues Farto Neto, deverá ocorrer ainda neste mês. A sugestão foi aprovada pelo comitê da bacia hidrográfica.

O evento acontecerá em Sorocaba. A data, o horário e o local ainda estão sendo definidos.

 

Reservatórios do Saae

Já o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) informou ter melhorado os níveis dos mananciais administrados pela autarquia, nos últimos dias. Segundo o Saae, em 16 de novembro, o sistema Ipaneminha operava com 60% da capacidade total e o Castelinho/Ferraz, com 50%. "O (Saae) tem conseguido captar o volume de água necessário para o abastecimento do município de Sorocaba, sem a necessidade de medidas de restrição", afirmou, em nota.

Porém, a autarquia ponderou que, se necessário, ações futuras, como rodízio, podem ser adotadas. De acordo com o Saae, as medidas mais restritivas seriam definidas em conjunto com as cidades abastecidas pela represa, o CBH-SMT e o grupo de prefeitos de municípios da região que estão em estado de alerta.

A expectativa é de aumento ainda maior dos níveis dos mananciais. Isto porque, para esta quinta-feira (25), a Defesa Civil de Sorocaba prevê acumulado de 5 milímetros de chuva, e, para, sexta (25), de 20 milímetros.

Medidas de economia

O Saae pontuou, ainda, ter adotado diversas providências para preservar os níveis dos mananciais e garantir o abastecimento. "A mais recente delas foi a construção de uma soleira de estabilização, que funciona como uma barreira para garantir a captação de água pela ETA Vitória Régia, mesmo com as reduções da vazão do Rio Sorocaba", explica.

A autarquia igualmente tomará providências diárias, desde a captação até o tratamento da água. Uma delas é a redução da pressão do sistema, em determinados horários do dia. A "ação apresenta resultados significativos na diminuição da vazão das represas", diz. (Da Redação)