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Sorocaba

Número de multas pelo videomonitoramento da Urbes tem redução

Número de câmeras de monitoramento por outro lado, aumentou 53% entre 2017 -- ano da implantação -- e 2021

18 de Novembro de 2021 às 00:01
Marcel Scinocca ma[email protected]
(Crédito: Fábio Rogério (13/11/2021))

O número de multas aplicadas com o sistema de videomonitoramento adotado pela Urbes, que gerencia o trânsito e o transporte de Sorocaba, apresentou redução na média mensal de 2021, comparado com 2020. A redução foi de 65%. O número de câmeras de monitoramento, por outro lado, aumentou 53% entre 2017 -- ano da implantação -- e 2021. Eram 67 e hoje são 102.

Com relação ao número de multas aplicadas, para se ter ideia, a média é de 176 multas por mês, em 2021, na parcial até outubro. Em 2020, mesmo com a pandemia, onde por vários meses ocorreu a redução de veículos nas ruas, a média foi de 437 multas por mês. Foram 5.250 multas no total do ano.

O número foi ainda maior em 2019, com média mensal de 563 multas/mês. Nos 12 meses, houve a aplicação de 6.755 multas usando o sistema de câmeras. Em 2018, segundo ano do sistema, foram aplicadas 4.708 multas com base nas imagens fornecidas. A média era de 392 multas/mês. Em 2017, quando passou a operar, foram 407 multas aplicadas. Importante lembrar que o sistema passou a operar em dezembro daquele ano.

Número de câmeras

Segundo a Urbes, são 102 câmeras atualmente. O site da empresa pública, entretanto, mostra apenas 88 locais. Na lista, há os principais cruzamentos da cidade, além de praças. pontes e áreas de transferências. Sabe-se entretanto, que o sistema opera em novos locais, como na avenida Ipanema, ao lado da antiga garagem da TCS, e no final da avenida do Horto, início da avenida Vinícius de Moraes, no Parque São Bento.

A fiscalização funciona 24 horas por dia e, conforme a Urbes, todas as infrações aplicadas estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Vale, porém, as penalidades que os agentes de trânsito consigam visualizar pelas câmeras. Entre os exemplos, veículo parado sobre a faixa de pedestre, estacionamento em local proibido, deixar de dar preferência ao pedestre na travessia, conversão em local proibido, fila dupla, uso do celular, falta de cinto de segurança e motociclistas trafegando sem capacete.

Os veículos podem ser autuados se estiverem parados ou em movimento, desde que o agente de trânsito tenha absoluta certeza da infração. Cruzar o sinal vermelho de madruga, em situação que o agente possa observar, também gera multa.

Em 2016, eram 55 câmeras, mas não havia a aplicação de multa. A comparação em que aparece o aumento de 53% é com 2017, primeiro ano sistema. Em 2018, a cidade chegou a operar com 117 câmaras, havendo redução nos anos posteriores.

Importância do sistema

Carlos Eduardo Paschoini, secretário de Mobilidade e Desenvolvimento Estratégico, reforça a necessidade dos equipamentos, não para a fiscalização, mas para fluidez nas vias. “As câmeras de videomonitoramento tem muitas funções que auxiliam os agentes de trânsito no seu dia a dia”, diz. Ele lembra que as câmeras são usadas para problemas no trânsito, monitorando a fluidez. “Toda a interferência que tem, um carro quebrado, um problema que aconteça, um acidente de trânsito, imediatamente os agentes de trânsito são deslocados para o local para desobstruir a via”, comenta. (Marcel Scinocca)