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Operação Jurumirim

Polícia Federal deflagra operação em Sorocaba e região

Conforme a PF, investigações demonstraram a criação de dezenas de empresas de fachada com o intuito de promover sonegação

27 de Agosto de 2021 às 08:24
Da Redação [email protected]
A Polícia Federal já fez 102 operações contra desvio e uso indevido de verbas destinadas ao combate à pandemia
A Polícia Federal já fez 102 operações contra desvio e uso indevido de verbas destinadas ao combate à pandemia (Crédito: Arquivo/ Agência Brasil )

A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal do Brasil, deflagra, hoje (27) a Operação Jurumirim. Oitenta agentes cumprem 19 mandados de Busca e Apreensão nas regiões de Bauru, Avaré, Itaí, Botucatu, Sorocaba, Araçoiaba da Serra e Guarulhos.

Conforme a PF, investigações demonstraram a criação de dezenas de empresas de fachada, com a utilização de inúmeros “laranjas” como sócios, com o intuito de promover sonegação de tributos e a ocultação de movimentação financeira de origem ilícita.

Ainda segundo os agentes, o esquema investigado evidenciou que diversos empresários e seus familiares, com o apoio de escritórios de advocacia e de contabilidade, se utilizavam de escrituras em nome de terceiros e pessoas criadas exclusivamente para cometimento das fraudes.

Os investigados, por intermédio de laranjas, também negociariam aeronaves, embarcações, veículos, fazendas, imóveis residenciais e, até mesmo, um hospital, destinados ao contrabando de cigarros.

Até o momento, foram identificadas sonegações fiscais que atingiram a soma de, aproximadamente, 25
milhões de reais, tanto em contribuições, como em impostos de pessoas físicas e jurídicas. O alto valor sonegado também provém de inúmeros cigarros ilegalmente transportados. Mais de 4 milhões de maços foram apreendidos.

Também foi determinada a restrições de bens imóveis identificados como pertencentes aos investigados, incluindo-se uma fazenda e um hospital, adquiridos como produtos dos crimes de sonegação fiscal, adulteração de combustíveis, contrabando de cigarros, dentre outros. 

As investigações continuam e os envolvidos poderão ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem, na modalidade ocultação.

O nome da operação se deve ao fato da atuação de grande parte das empresas investigadas e dos
principais envolvidos se situarem na região da represa de Jurumirim, localizada no município de Avaré.