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Meio Ambiente

Sorocaba sobe no ranking ambiental paulista

04 de Julho de 2021 às 00:01
Da Redação [email protected]
No primeiro semestre de 2021 foram doadas cerca de 10 mil mudas.
No primeiro semestre de 2021 foram doadas cerca de 10 mil mudas. (Crédito: SECOM SOROCABA)

Sorocaba subiu para o 11º lugar no ranking ambiental paulista do Programa Município VerdeAzul (PMVA) 2020, com 93,29 pontos. Esse novo resultado foi divulgado, na última quarta-feira (30), após a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema) ter entrado com recurso junto ao Governo do Estado de São Paulo, para revisão da pontuação e da posição da cidade no PMVA daquele ano.

Com isso, a cidade está em primeiro lugar entre os municípios com mais de 500 mil habitantes e, em segundo lugar, entre as cidades com mais de 200 mil habitantes, atrás apenas de São José do Rio Preto. Em dezembro de 2020, Sorocaba aparecia na 64ª posição do ranking, com 85,29 pontos. As retificações de pontuação ocorreram em seis diretivas: Conselho Ambiental, Gestão das Águas, Qualidade do Ar, Arborização Urbana, Esgoto Tratado e Resíduos Sólidos.

“Para a edição 2021 do programa, vamos apresentar um novo relatório ao Governo do Estado, agora, no segundo semestre, que vai incluir uma série de ações que estamos realizando na cidade. São iniciativas que trazem a Sorocaba uma série de benefícios ambientais e que impactam positivamente na qualidade de vida da população”, destaca o secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Prieto.

Entre as ações na área de arborização urbana e biodiversidade, a Sema ressalta o incremento na doação de mudas de árvores, que tem sido realizada em 2021. “Neste ano, somente no primeiro semestre, doamos cerca de 10 mil unidades de mudas à população. Em 2020, durante o ano todo, foram doados 12.871 exemplares.”, exemplifica o secretário. Outra ação importante é a revisão do Plano Municipal de Arborização Urbana e do Plano Municipal de Mata Atlântica e de Cerrado, que está sendo realizada pela Sema.

Também vale destacar ações que estão sendo realizadas pelas outras secretarias municipais, pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba e pela Urbes Trânsito e Transportes.

Uma delas é a reativação do Ecoponto na Vila Helena, realizada pela Secretaria de Serviços Públicas e Obras (Serpo), em fevereiro deste ano, em uma área pública que, até então, estava sendo utilizada para descarte irregular de lixo e todo tipo de resíduo. Além da limpeza do terreno, os cidadãos tiveram de volta esse serviço gratuito, que tem como objetivo dar a destinação correta a diferentes tipos de resíduos e evitar o descarte irregular em locais públicos na cidade. Em breve, o Cajuru também terá o seu Ecoponto.

Com relação ao saneamento, está em andamento a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico e a elaboração do Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, por meio de recursos estaduais articulados.

“A reforma e a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) S1 e a entrega da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Vitória Régia também se destacam entre as iniciativas em andamento realizadas pelo Saae Sorocaba. Prevista para ser inaugurada em breve, a ETA do Vitória Régia já opera em fase de testes e é um marco na história da cidade. Isso porque a estação capta água diretamente do Rio Sorocaba e é a única na América Latina que utiliza o ozônio no tratamento, uma tecnologia inovadora e que garante altíssimo nível de qualidade e pureza da água”, explica o diretor-geral da autarquia, Ronald Pereira da Silva.

Já, a Urbes inaugurou, em abril deste ano, o Terminal São Bento “Marcos Humberto de Alcantara”, um dos eixos do sistema BRT, que possui cobertura de estrutura metálica com placas de energia solar, além da reutilização de água da chuva para jardinagem e limpeza, garantindo a sustentabilidade do sistema de transporte público da cidade.

O que é?

Lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, o Programa Município VerdeAzul é coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) e tem como objetivo estimular e auxiliar as prefeituras na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável.

Para uma cidade ser certificada pelo PMVA, é necessário atingir uma nota superior a 80 pontos, resultado da avaliação técnica das informações fornecidas pelas prefeituras, com critérios preestabelecidos de medição da eficácia das ações executadas.

O programa avalia políticas públicas em 10 diretivas: arborização urbana, biodiversidade, conselho ambiental, esgoto tratado, estrutura e educação ambiental, gestão das águas, município sustentável, qualidade do ar, resíduos sólidos e uso do solo. (Da Redação)