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Sorocaba

Mais três voluntárias fazem teste da Pfizer

28 de Maio de 2021 às 00:01
Marcel Scinocca [email protected]
Vacina da Pfizer.
Vacina da Pfizer. (Crédito: PATRICK T. FALLON / AFP)

O estudo que está em andamento em Sorocaba, com a realização de testes clínicos para medir a eficácia e segurança da vacina da Pfizer contra a Covid-19, terá a participação de pelo menos mais três voluntárias hoje (28). O trabalho na cidade, realizado no CMPC Pesquisa Clínica, é motivo de orgulho entre os profissionais engajados no projeto.

Obstetra há 30 anos, David Vinicius Davida é um dos membros da equipe. Ele lembra que a iniciativa é de extrema importância para a ciência e para a cidade. “Isso nos coloca no mapa da imunização e da pesquisa”, afirma. “São etapas que precisam ser cumpridas. Fomos escolhidos porque cumprimos todos os requisitos exigidos”, lembra.

O médico falou sobre as fases da pandemia, incluindo a quantidade de mulheres que se apresentavam em porcentual mínimo na chamada primeira onda, em 2020, quando poucas atingiram situações mais graves. “A segunda onda veio mais forte”, lembra, relatando que esses casos graves apareceram mais fortes no pico mais recente da pandemia. “Então, imagina você participar da pesquisa que vai ajudar mulheres, imagina o orgulho que a gente tem. Poderá evitar muitas mortes de grávidas e de crianças recém-nascidas”, comemora.

O obstetra também lembrou que todas as vacinas são aprovadas de forma emergencial. “Elas estão em testes ainda. Demanda alguns anos para você ter a eficácia comprovada”, diz. Por isso, segundo ele, a importância do estudo, que será analisado e enviado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por fim, o médico lembra da importância de se fazer o estudo com gestantes. Segundo ele, há possibilidade maior de se apresentar problemas durante a gestação. “Imagina se contrair Covid”, afirma.

Rebeca Mussi Brugnolli é subinvestigadora desse protocolo e contou que a primeira mulher que participou do processo em Sorocaba foi atendida na segunda-feira (24). Hoje (28), a expectativa é da participação de mais três, em horários alternados.

A vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid foi a primeira a receber no Brasil o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa firmou um contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de 100 milhões de doses até o final deste ano.

O objetivo do estudo é medir a segurança nas mães e nos bebês, a tolerabilidade e a imunogenicidade da vacina desenvolvida em parceria com a BioNTech, após intervalo de 21 dias entre a aplicação das duas doses. O levantamento também vai investigar a possível transferência de anticorpos para o feto e monitorar os recém-nascidos por aproximadamente seis meses. Ao menos 200 grávidas acima dos 18 anos e saudáveis, distribuídas em quatro centros de pesquisa pelo País participarão dos estudos. (Marcel Scinocca)