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Economia

Sorocaba elimina 222 empregos formais em abril

28 de Maio de 2021 às 00:01
Ana Claudia Martins [email protected]
Comércio teve estabilidade.
Comércio teve estabilidade. (Crédito: ALDO V. SILVA / ARQUIVO JCS)

Após três meses de resultado positivo em 2021, Sorocaba fechou 222 vagas formais de trabalho em abril, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

De cinco setores, só a construção civil e a agropecuária apresentaram resultado positivo em abril, respectivamente com 171 e 4 vagas.

Os setores de serviços e indústria eliminaram 315 e 82 postos de trabalho, nesta ordem. O comércio terminou o mês passado com saldo zero, ou seja, contratou e demitiu o mesmo número de pessoas.

Conforme os dados do Caged, Sorocaba começou 2021 com saldo positivo no emprego formal em janeiro com 1.460 vagas. Em seguida, em fevereiro o resultado surpreendeu e foi melhor ainda, com 2.585 vagas. Março continuou com bom desempenho no mercado de trabalho local, com criação de 1.573 vagas com carteira assinada. No acumulado do ano (janeiro a abril), o resultado é positivo em 5.396 empregos gerados.

O saldo negativo de 222 vagas em abril deste ano é menor do que a perda dos 4.797 no mesmo mês de 2020, logo após o início da pandemia da Covid-19.

Para o economista e professor Flávio Fávero, o resultado negativo do emprego formal em abril no município reflete a instabilidade no mercado por conta da pandemia. “O abre e fecha do comércio e do setor de serviços em geral acaba deixando o mercado bastante instável e isso reflete no nível do emprego formal”, diz o economista.

Fávero disse ainda que a lentidão da vacinação é outro fator que preocupa e aumenta a instabilidade da economia. “Quando a evolução da pandemia causa o fechamento do comércio em geral e dos serviços, o consumo acaba caindo e isso reflete também no nível do emprego formal.” Ele afirma também que a melhora no nível do emprego formal deve ocorrer a partir do segundo semestre de 2021. Isso se não ocorrer uma piora da pandemia. (Ana Cláudia Martins)