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Tráfico internacional de drogas

Justiça decreta prisão preventiva de quatro presos na Operação Bandit

Os suspeitos foram flagrados com uma carreta carregada com 10,5 toneladas de maconha

30 de Abril de 2021 às 15:07
Da Redação [email protected]
Os quatro suspeitos foram presos com uma carreta carregada com 10,5 toneladas de maconha
Os quatro suspeitos foram presos com uma carreta carregada com 10,5 toneladas de maconha (Crédito: Divulgação/ Polícia Civil )

A Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro homens presos em flagrante com uma carreta carregada com 10,5 toneladas de maconha, durante a Operação Bandit. A ação foi deflagrada no último dia 22 de abril, pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Sorocaba. Os investigadores descobriram uma organização criminosa que usava aviões do aeroporto da cidade para distribuição de drogas. Até o momento, oito pessoas foram presas. 

O veículo com os entorpecentes foi localizado em um sítio em Mogi Mirim, no decorrer do cumprimento de um mandado de prisão na cidade. A maconha estava embalada em sacos pretos e escondida entre cargas de trigo a granel e farinha de mandioca. Os quatro suspeitos de integrar a organização foram presos no local. 

Ainda no município, foi apreendida uma caminhonete que teria sido usada na escolta e transporte da droga. 

Operação Bandit

Na ação, os policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão e outros cinco de prisão nas cidades de Sorocaba, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Santos e São Paulo. Dos cinco procurados, dois foram presos na quinta-feira (22). Outros dois já haviam sido capturados pela Polícia Federal na semana anterior, em Minas Gerais, no decorrer de uma operação. Eles foram presos depois da apreensão de um avião executivo com drogas, no Aeroporto Internacional de Lisboa, em Portugal. O quinto investigado segue foragido. 

Um dos capturados na quinta, em São Paulo, é um homem apontado como o responsável pela logística, escolta e pagamento de propinas, para facilitar a passagem dos entorpecentes. Ele já tinha antecedentes criminais por tráfico internacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

Já em Sorocaba, os policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão no aeroporto, na empresa NHR Táxi Aéreo. Um avião da NHR foi flagrado com drogas em dezembro de 2020, dando origem a investigação. A empresa negou participação no esquema de tráfico internacional de drogas.

Na ocasião, a NHR afirmou que a polícia usou imagens das câmeras do aeródromo (área de pouso e decolagem de aeronaves) para identificar os responsáveis pelo carregamento de entorpecentes. Ainda segundo a empresa, os registros teriam descartado qualquer relação das pessoas com a NHR. Além disso, a Deic diz ter apreendido objetos e documentos, para averiguar o envolvimento da empresa e como funcionava o esquema. 

Investigações

As investigações começaram há cerca de cinco meses. Conforme a apuração, as drogas eram transportadas do Aeroporto de Sorocaba para a região Nordeste do País. De lá, seguiam para a Europa.

Os trabalhos começaram após a prisão de membros da organização criminosa, com mais de 750 quilos de cocaína, no Aeroporto de Catolé do Rocha, na Paraíba. A droga estava em um avião que havia decolado de Sorocaba.

Além dos suspeitos capturados no Nordeste, a polícia igualmente identificou outras cinco pessoas envolvidas no esquema. Elas atuaram na logística de transporte até o aeroporto de Catolé do Rocha, para o embarque na aeronave apreendida, e no armazenamento das drogas.