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Saneamento

Saae confirma despejo de esgoto irregular no rio Sorocaba e planeja obras

Embora o município trate 99% do esgoto coletado, ocupações irregulares geram pontos críticos de poluição

14 de Abril de 2026 às 20:12
Vernihu Oswaldo [email protected]
 Cetesb aguarda os resultados de análises laboratoriais para concluir o parecer técnico sobre a qualidade da água do rio
Cetesb aguarda os resultados de análises laboratoriais para concluir o parecer técnico sobre a qualidade da água do rio (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

O despejo de esgoto não tratado diretamente no rio Sorocaba foi confirmado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). De acordo com a autarquia, o lançamento provém de residências construídas de forma irregular próximas ao leito do rio, incluindo casas em Áreas de Preservação Permanente (APP).

Segundo a autarquia, são coletados e afastados 97% do esgoto gerado no município, sendo que 99% desse volume é tratado — um dos índices mais altos do país. Ainda assim, o Saae reconhece a existência de pontos críticos.

No caso do Parque São Bento, um diagnóstico técnico apontou o lançamento de efluentes por moradias irregulares em áreas não saneadas às margens do rio. O serviço informou que já iniciou o processo para a contratação de um projeto executivo, que prevê intervenções como a implantação de redes e estações elevatórias de esgoto no local.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a última fiscalização na área ocorreu em março deste ano. O órgão aguarda os resultados de análises laboratoriais para concluir o parecer técnico, e o caso segue em acompanhamento.

Qualidade da água

Em reportagem do dia 6 de abril, o jornal Cruzeiro do Sul detalhou um relatório recente no qual a qualidade da água do rio Sorocaba foi classificada como “regular”. Apesar disso, a situação está longe de ser confortável.

Levantamentos indicam que a água ainda pode ser utilizada para abastecimento após tratamento, mas especialistas alertam que essa condição é um sinal de atenção, não de segurança. A queda nos níveis de oxigênio e o avanço da urbanização são apontados como fatores que pressionam o ecossistema e podem agravar o cenário nos próximos anos.