Sorocaba e Região

Mulher utiliza diploma falso para assumir como diretora de escola

Caso aconteceu em Salto de Pirapora e a servidora deverá restituir vencimentos aos cofres públicos
Mulher utiliza diploma falso para assumir como diretora de escola
Prefeitura abre processo administrativo e demite servidora. Crédito da foto: Ednilson Jodar Lopes / Arquivo JCS (29/7/2013)

Uma diretora de escola em Salto de Pirapora foi demitida de suas funções por ter usado diploma falso para conseguir ser empossada. A demissão ocorreu após a Prefeitura da cidade ter aberto um processo administrativo disciplinar contra a servidora, que confessou a situação. Além de perder o cargo, ela ainda terá de devolver o valor recebido de forma irregular.

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O caso começou a ser investigado em outubro de 2018, mas só foi divulgado no mês passado após os termos dos trabalhos. Os dados foram disponibilizados pelo Jornal do Município da cidade. Segundo a publicação, a própria servidora teria ido ao gabinete do prefeito para solicitar exoneração do cargo de diretora de educação básica. O pedido seria para que ela não respondesse ao processo administrativo instaurado. Ainda conforme a publicação, neste momento o secretário de Negócios Jurídicos da cidade a informou da impossibilidade de aceitação do pedido, uma vez que o processo já estava em tramitação.

No mesmo dia, a servidora, por livre e espontânea vontade, conforme a publicação oficial, teria declarado que falsificou o diploma utilizado para a sua posse no cargo de diretora. A falsificação teria sido efetuada por meio de ferramentas obtidas na internet. A partir daí, foi determinada a abertura de uma Comissão Processante contra a servidora. Assim, o prefeito da cidade decidiu pela aplicação da pena de demissão.

Seguindo a recomendação do processo aberto pela Prefeitura, o prefeito Joel David Haddad (PDT), que assina a publicação, também solicitou à Secretária de Negócios Jurídicos que sejam adotadas providências para que ocorra a restituição dos cofres públicos em razão dos vencimentos pagos à servidora, “considerando que não foram recebidos de boa-fé”. Ainda houve a determinação do envio de cópias dos autos ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

O nome da servidora não foi citado no texto, uma vez que a reportagem não conseguiu ouvi-la sobre o caso. (Marcel Scinocca)

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