Sorocaba e Região

MP-SP investiga José Crespo por supostos crimes na Prefeitura

Processo investiga uso irregular de verbas, corrupção ativa e/ou passiva, crimes de licitações e lavagem ou ocultação de bens
Crespo reafirma “que todos os seus atos foram feitos dentro da legalidade e transparência”. Crédito da foto: Fábio Rogério

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) abriu uma investigação contra o prefeito José Crespo (DEM). O procedimento investigatório cita cinco crimes e foi aberto na terça-feira (30). O caso tramita na chamada Assessoria Jurídica – Crimes de Prefeitos, que é o órgão de execução do Ministério Público encarregado de exercer investigações envolvendo chefes de executivos, com prerrogativa de foro privilegiado.

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A investigação é competência do procurador-geral de Justiça, sob a supervisão direta do subprocurador-geral de Justiça Jurídico. O processo, chamado de Procedimento Investigatório Criminal – PIC, cita crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral e emprego irregular de verbas ou rendas públicas, corrupção ativa, corrupção passiva, crimes da Lei de licitações e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores oriundos de corrupção.

Questionada, a Prefeitura de Sorocaba afirmou que não tomou conhecimento oficial em relação à abertura de investigação pela Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo, não tendo acesso ao teor da denúncia. A nota segue e afirma que o prefeito José Crespo “reafirma que todos os seus atos foram feitos dentro da legalidade e transparência” e “destaca ainda o final das investigações irá mostrar que não há qualquer envolvimento do chefe do Executivo nas supostas denúncias ao qual a reportagem se refere”.

A investigação teria relação com o contrato de mais de R$ 20 milhões entre a Prefeitura de Sorocaba e a empresa de publicade DGentil. A reportagem não conseguiu coma defesa do empresário Luis Navarro Lopez, dono da empresa. Em depoimento à CPI que investiga o voluntariado na Prefeitura de Sorocaba na quinta-feira (2), ele negou qualquer irregularidade no contrato. (Marcel Scinocca)

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