Sorocaba e Região

Jubileu da nova igreja de Santa Rita é celebrado em maio

Paróquia é conhecida pela tradicional “Benção das Rosas”
Jubileu da nova igreja de Santa Rita será celebrado em maio
A nova igreja foi construída devido ao aumento do número de fieis nas celebrações. Crédito da foto: Emidio Marques

A Paróquia Santa Rita de Cássia, na Vila Santana, já iniciou os preparativos para a comemoração do jubileu (25 anos) da construção da nova igreja, que fica na rua Bartolomeu de Gusmão. A data será comemorada no dia 21 de maio (terça-feira), com uma missa, às 19h, que será celebrada na igreja pelo padre Manoel César de Camargo Júnior, pároco da Santa Rita, e pelo padre Tadeu Rocha Moraes, que é o atual pároco da Catedral Metropolitana de Sorocaba.

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A nova igreja de Santa Rita de Cássia, que é considerada a santa das causas impossíveis e a advogada dos aflitos, foi inaugurada em 21 de maio de 1994. A comemoração ocorrerá na missa que também marca o encerramento da novena de Santa Rita, que terá início no dia 13 de maio. Padre Manoel afirma que a missa comemorativa será celebrada em conjunto com o padre Tadeu, pois ele era o pároco na época da construção e inauguração da nova igreja de Santa Rita.

Segundo padre Manoel, a nova igreja foi construída porque a antiga capela já não comportava mais o grande número de fiéis e devotos de Santa Rita. “As missas estavam sempre lotadas na antiga igreja e também havia um anseio da própria comunidade por um templo maior. Então, o padre Tadeu teve todo o cuidado e foi feito até uma consulta popular, por meio de um plebiscito, para saber se deveria ou não construir a nova igreja”, conta o pároco Manoel.

Jubileu da nova igreja de Santa Rita será celebrado em maio
Padre Manoel — pároco da igreja — e ao fundo a antiga capela. Crédito da foto: Emidio Marques

Já o padre Tadeu lembrou que a nova igreja foi sonhada e planejada pelo frei Cuniberto Höerning, da Ordem dos Franciscanos Menores, e que foi pároco antes dele, ainda na paróquia antiga. “Frei Cuniberto encontrou quem poderia com lucidez, arte e eclesialidade cuidar, colocar no papel e depois levantar do chão, com a ajuda do povo, seu sonho: Dr. Felipe Arns, autor do projeto, e o arquiteto René Mathié, além do engenheiro responsável, José Antônio de Milito”, diz.

O Bispo Diocesano de Sorocaba, Dom José Carlos de Aguirre, assinou o decreto de criação da nova Paróquia de Santa Rita, no dia 19 de março de 1956. Na década de 1990 ocorreu a construção do novo prédio da igreja, ao lado do antigo, e com arquitetura moderna. A pedra fundamental da nova igreja foi inaugurada em 18 de agosto de 1991. Quatro anos depois, o novo prédio foi inaugurado no dia 21 de maio, na véspera do dia de Santa Rita, que é comemorado anualmente com a tradicional festa da “Benção das Rosas”, que atrai milhares de fiéis. Este ano, a tradicional missa da “Benção das Rosas” será celebrada no dia 22 de maio, às 12h, na Paróquia de Santa Rita.

Próxima a igreja nova, a antiga capela de Santa Rita atualmente é usada como salão paroquial e sua fachada, que é tombada, preserva suas características originais, cuja construção data da década de 1940. A igreja antiga possui uma torre com sinos e um imenso relógio com quatro vistas para o bairro, e que toca diariamente anunciando as horas.

Santa é conhecida como a padroeira das causas impossíveis pelos fieis

Santa Rita de Cássia é considerada junto com São Judas Tadeu, a padroeira das causas impossíveis e também das causas perdidas. Nascida na Itália, numa pequena aldeia na prefeitura de Cássia, em 22 de maio de 1381, Rita – abreviação de seu verdadeiro nome Margherita. Após um casamento no qual era maltratada pelo marido, ela teve dois filhos. O marido foi assassinado. Os filhos quiseram vingar a morte da mãe e ela discordou, preferindo que Deus os levasse antes que cometessem um crime.

E os dois filhos morreram, vítimas de uma peste que arrasou a Europa. Viúva e sem filhos, ela dedicou-se aos pobres e ingressou no Convento das Irmãs Agostinianas de Santa Maria Madalena, em Cássia, para ser religiosa. Um dia, diante do crucifixo, pediu a Cristo a graça de sofrer com Ele. Um espinho se desprendeu da imagem e abriu uma chaga na sua fronte. Ela morreu no dia 22 de maio de 1457. (Ana Cláudia Martins)

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