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Punição para o Gaguinho

Vereador é investigado por utilizar o veículo oficial para levar pacientes a clínicas e hospitais da região e da capital
Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS

No fim da tarde, a Comissão de Ética, por quatro votos a dois e uma abstenção, decidiu suspender por 30 dias o mandato de vereador de José Antônio de Oliveira (DEM), o Gaguinho, com a respectiva suspensão de vencimentos correspondentes a esse período. Votaram a favor da suspensão os vereadores Ita, Fabíola, Mauro e Pastor Dr. Luiz Carlos. Os votos contrários à suspensão foram os de Zelão e Pastor Lilo. E quem se absteve foi Adalberto Leme. Nesse período quem irá substituir Gaguinho é o suplente Antonio Pereira, o Pastor Tonhão (DEM).

Gaguinho é investigado por utilizar o veículo oficial para levar pacientes a clínicas e hospitais da região e da capital. Também fez viagens particulares a cidades como Santo Antônio da Platina e Itaporanga. Entre 2017 e 2018, apresentou 48 notas fiscais de reembolso de refeições que totalizam R$ 5.207,80. A perícia comprovou que em apenas uma delas no valor de R$ 195 a assinatura não é dele. O caso veio à tona em junho depois de denúncias feitas por ex-assessores do acusado. A partir daí, uma comissão foi montada e o fato foi apurado, ouvindo todos os envolvidos e juntando provas

Após a decisão da Comissão de Ética, Gaguinho afirmou: “Eu sei que eu fiz um bem para o povo. Como o carro sendo do povo, a gente está fazendo bem para o povo, mas eu jamais achei que fosse errado fazer o bem nesse meio político. Já que é errado, eu quero estar sempre errado mas fazendo o bem ao meu próximo, para a população.” Referindo-se às investigações, Gaguinho acrescentou que elas compõem “ processo que eles armaram pra mim”. Segundo ele, “a mentira prevaleceu enquanto a verdade não apareceu”. Sem citar nomes, também criticou os que votaram pela sua punição: “Eles querem poder. É bom a gente mencionar paro nosso povo que nunca vote nesses falsos profetas; não generalizando.” O presidente da Câmara, Bruno Martins (sem partido) acrescentou que Gaguinho também pediu licença do mandato por 35 dias. Os dois períodos terão que ser cumpridos sucessivamente, um após outro, embora o período da licença possa ser reduzido a critério do solicitante.

Bebidas alcoólicas em postos de gasolina

Projeto aprovado na quarta-feira (28/11), na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), proíbe a ingestão de bebidas alcoólicas na área de abastecimento em postos de gasolina. Para o autor do Projeto de Lei 215/2018, deputado Wellington Moura (PRB), a iniciativa deverá trazer benefícios para a população. “Consideramos que a bebida consumida em postos de gasolina estimula brigas, rachas e os pancadões, que acontecem em alguns destes estabelecimentos, principalmente nas periferias. Essa medida trará mais segurança à população”, afirmou. Uma emenda que altera o projeto foi aprovada e permite o consumo de bebida alcoólica em áreas restritas dos postos de gasolina e que fiquem fora do pátio de abastecimento. O deputado Jorge Caruso (MDB) justificou a alteração dizendo que há postos que possuem áreas de lazer, restaurantes, quiosques e lojas de conveniência. “A emenda visa, justamente, garantir que as pessoas possam ingerir álcool, mas apenas dentro desses estabelecimentos”, disse.

CPI da Exploração Infanto-Juvenil no Estado

A deputada estadual reeleita por Sorocaba, Maria Lúcia Amary (PSDB), foi indicada para ser a vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Infanto-Juvenil, que foi criada na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). A definição dos membros da CPI ocorreu na terça-feira (4), no plenário José Bonifácio, na Alesp. O presidente eleito foi o deputado estadual Paulo Correa Jr (Patri). No encontro também foi nomeado como relator o deputado Ed Thomas (PSB). A CPI, que pretende apurar e investigar a exploração sexual infanto-juvenil no Estado, foi uma iniciativa do próprio presidente. Segundo ele, o primeiro passo dos trabalhos será colher dados de cada região. “A partir disso, criaremos uma CPI itinerante para ouvir as denúncias nas câmaras municipais, e então agiremos para resolver o que precisar”, afirmou Correa Jr. Além dos citados, compareceram à reunião os deputados Reinaldo Alguz (PV), Rodrigo Moraes (DEM), Wellington Moura (PRB) e Leci Brandão (PCdoB).

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