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Interior Paulista terá 53,24% do consumo em 2019

03 de Junho de 2019 às 21:31

O Interior Paulista movimentará R$ 681,4 bilhões em consumo de itens como alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário e educação em 2019, de acordo com o relatório anual divulgado esta semana pela consultoria IPC Marketing e Editora, que é referência para investimentos empresariais e políticas públicas. O dado confirma a consolidação do Interior Paulista como o maior mercado consumidor do País, à frente da Região Metropolitana de São Paulo, composta pela Capital e outros 38 municípios. No estudo, o Interior Paulista é composto por 606 municípios, e inclui os municípios do Litoral. De acordo com o levantamento, entre 2014 e 2019, a participação do Interior de São Paulo aumentou significativamente, passando de 49,78% do consumo do Estado de São Paulo em 2014 (com movimento de R$ 500,1 bilhões) para 53,24% em 2019. A participação do Interior de São Paulo no cenário brasileiro também aumentou nos últimos cinco anos, pois em 2014, de cada R$ 100 gastos no país, R$ 13,63 foram de responsabilidade da população do Interior Paulista. Em 2019, essa participação subiu para R$ 14,54.

Saúde debilitada

Do orçamento da Secretaria Municipal da Saúde de Sorocaba para 2019, originalmente previsto em R$ 588 milhões e atualizado em R$ 618 milhões, já foram empenhados 548 milhões. Já foram pagos R$ 167 milhões, com um saldo disponível de R$ 35 milhões. Esses dados foram apresentados pela secretária municipal da Saúde, Kely Schettini, juntamente com sua equipe, em audiência pública da Câmara para prestação de contas da Saúde do primeiro quadrimestre de 2019, realizada na sexta-feira (31), e comandada pela Comissão de Saúde da Casa. Na composição do orçamento da secretaria no período, R$ 119,9 milhões são recursos próprios (71,61%), R$ 46,6 milhões são recursos federais e apenas R$ 848,3 mil são recursos estaduais.

Outros valores

De acordo com a secretária Kely Schettini, o investimento em Saúde no município ficou em 25,13%, acima dos 15% previstos em lei. A secretária também fez um comparativo do orçamento da Secretaria da Saúde, que, com R$ 618,2 milhões, superou o da Secretaria de Educação, com R$ 518,4 milhões, enquanto a soma das demais pastas ficou em R$ 930,2 milhões. O encargo com recursos humanos, inicialmente previsto em R$ 269,5 milhões, foi atualizado em R$ 256,7 milhões, com um total empenhado no quadrimestre de R$ 255,9 milhões. Ainda segundo a secretaria, a redução de gastos com a folha de pagamento se deve à gestão compartilhada, que reduziu custos com horas extras.

Direitos humanos dos policiais

Foi lançada na sexta-feira (31), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos dos policiais militares, policiais civis, guardas municipais e agentes de Segurança Pública. A nova frente deve abordar, entre outros assuntos, a saúde dos profissionais da segurança, principalmente a saúde mental. O deputado e coordenador da frente parlamentar, Sargento Neri (Avante), disse que “o nosso objetivo é chamar atenção, tanto da sociedade quanto dos órgãos do governo, para o lado humano do policial, sua família, seus filhos. Eles precisam ter esse reconhecimento como seres humanos. Nós temos visto muitos suicídios, muitos policiais mentalmente doentes, e alcoólatras”, declarou o parlamentar.

Pedido de cassação em Ibiúna

A Câmara de Ibiúna abriu uma Comissão Processante que pode culminar na cassação do prefeito João Mello (PSD). O pedido de abertura de Comissão foi deferido pelos vereadores em 7 de maio. Vale destacar a unanimidade da decisão, que contou com 15 votos. Após tentativas frustradas, o prefeito foi notificado da ação na sexta-feira (31). Desde então, corre o prazo de dez dias para que ele apresente sua defesa. Com a apresentação, a Comissão deverá analisar o conteúdo e deferir se segue com a investigação ou arquiva a denúncia. Caso a deliberação seja pelo arquivamento, a decisão deverá ser apreciada em plenário. Caso contrário, a investigação seguirá e abrirá a fase das oitivas.

Licitações

Segundo a Câmara de Ibiúna, a denúncia foi feita pelo jornalista Luiz Norberto Silva, morador da cidade. O documento apresentado por ele reúne diversos apontamentos, a maior parte com referências à suspensões de licitações para questões emergenciais, como as relacionadas à coleta de lixo e de transporte coletivo da cidade, além da falta de resposta de requerimentos. O prefeito João Mello não se manifestou sobre a investigação.