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Câmara quer explicações da prefeitura sobre burocracia na adoção de animais
A vereadora Jussara Fernandes (Republicanos), da Câmara de Sorocaba, apresentou requerimento à Prefeitura de Sorocaba nesta semana, solicitando informações sobre o processo de adoção de animais do Canil Municipal. A iniciativa surgiu após a reclamação de uma munícipe que, há mais de dois meses, tentava adotar uma cachorra e enfrentava entraves atribuídos a "burocracias e protocolos da seção".
Segundo o relato, o processo de adoção teve início em 21 de agosto, quando a interessada solicitou os exames do animal para conhecer seu estado de saúde e dar continuidade ao tratamento. A chefia do Bem-Estar Animal teria negado a disponibilização dos documentos.
Após a intervenção da vereadora, a cachorra Ofélia foi transferida da clínica veterinária em Mairinque para o canil de Sorocaba, reavaliada e liberada para a adotante. O prontuário, revelou um quadro preocupante: Ofélia deu entrada no canil em dezembro de 2025, pesando 12 quilos. Em outubro de 2026, estava com apenas sete quilos.
Restrição sem afastamento
O contato do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (sem partido), com outros investigados da Operação Copia e Cola e servidores municipais citados como testemunhas de acusação é alvo de um recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Sem pedir um novo afastamento do cargo — devolvido anteriormente por liminar do ministro Nunes Marques, do STF —, a procuradoria busca apenas restabelecer e prorrogar a proibição de comunicação para proteger o andamento do processo, que apura crimes como contratação direta ilegal, fraude em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Hierarquia e nomeações
No recurso assinado pelo procurador Pedro Barbosa Pereira Neto, o MPF argumenta que a decisão do STF preservou apenas o mandato e o acesso à prefeitura, mas que o retorno de Manga ao comando do Executivo intensifica o risco para a colheita de provas. Ainda segundo a acusação, o prefeito detém poder hierárquico direto sobre os funcionários que deporão como testemunhas, o que as expõe ao risco de constrangimento, coação moral velada e alinhamento de versões. Como fato recente para justificar o bloqueio de contato, a procuradoria destaca que a volta de Manga ao cargo veio acompanhada da recondução e nomeação de agentes diretamente citados nas investigações policiais. Clayton Lustosa (atualmente secretário de Educação) e Luciana Fonseca (secretária jurídica) são mencionados nominalmente no processo, movimentação que, para o MPF, indica uma possível reestruturação do grupo e risco de novos crimes.
Processo separado
Para dar mais agilidade à análise, a juíza federal convocada Paula Mantovani determinou, em 16 de outubro, que o recurso do MPF fosse desmembrado da ação principal, gerando um processo autônomo na quinta-feira (29). Na mesma decisão, a magistrada intimou a defesa de Rodrigo Manga para se manifestar sobre o pedido da procuradoria. Em manifestação anterior registrada nos autos, os advogados do prefeito defenderam a rejeição da medida, sustentando que proibir o diálogo com servidores municipais inviabiliza o exercício normal do mandato restabelecido pelo STF.