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Sorocaba e Região

Índice Firjan indica queda de Sorocaba no ranking de gestão fiscal

Em estudo divulgado, município perdeu 118 posições em nível nacional e 37 entre as cidades paulistas
Sorocaba cai no ranking de gestão fiscal
Índice Firjan avalia quatro indicadores sobre a eficiência da administração municipal. Crédito da foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS (19/3/2019)

Sorocaba piorou sua participação no ranking do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF). Em nível nacional, a cidade perdeu 118 posições. No Estado de São Paulo, a cidade caiu 37 posições.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (1º) e avaliam mais de 5,3 mil municípios brasileiros. O estudo é realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

Conforme o estudo, em 2017, Sorocaba ocupava a posição 638, caindo para 756 em 2018. No Estado, a cidade caiu da posição 97 para 134.

Com base em dados oficiais, o IFGF analisa as contas das cidades brasileiras por meio de quatro indicadores, que inclui autonomia e gastos com folha de pagamento. Os problemas de Sorocaba estão concentrados nos quesitos “investimento” e “liquidez”.

Quando se avalia a situação dos investimentos da cidade, conforme a pesquisa, Sorocaba apresenta a condição vermelha, o que a colocada como “crítica”.

A nota obtida foi de 0.2157.

Quando o assunto é a liquidez, a nota da cidade é um pouco melhor: 0.5748. Esses dados deixam a cidade na condição amarela, na qual aparecem os municípios que apresentam dificuldades nesse quesito.

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Positivos

O levantamento da Firjan mostra também pontos positivos de Sorocaba, como no quesito autonomia. A cidade conseguiu a nota máxima, que é 1.0000. Sorocaba também teve nota excelente quando a situação analisada é o gasto com folha de pagamento, ficando na condição azul, com a nota 0.9411.

No geral, a cidade obteve o índice 0.6829, com boa gestão. A melhor participação do município ocorreu em 2013, quando obteve o índice 0.7513. Desde quando o índice passou a ser divulgado, a cidade sempre apresentou a condição de boa gestão fiscal.

Porto Feliz é a cidade que apresenta a melhor gestão fiscal da Região Metropolitana de Sorocaba. Crédito da foto: Reprodução / Prefeitura de Porto Feliz

Melhores cidades da RMS

O índice Firjan apontou também que a cidade de Porto Feliz é a que apresenta a melhor gestão fiscal da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). O município apresentou IFGF de 0,7534. Porto Feliz ocupou a posição 376 do Brasil e 52 do estado.

Com índice 0.6902, Itu aparece na sequência, ocupando a posição 714 no Brasil e 125 no Estado de São Paulo. A terceira melhor posição entre os municípios da RMS é justamente Sorocaba.

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Crise e instabilidade política

De acordo com o professor e economista Renato Vaz Garcia, é preciso separar a situação em dois pontos: de forma geral, em função da crise nacional, e de forma local, em função, inclusive, da instabilidade política.

Ainda conforme ele, a crise acabou derrubando boa parte das receitas e comprometendo todo mundo, influenciando o resultado de Sorocaba.

“Por sua vez, a necessidade de gasto público continua a mesma e até maior que antes”, diz. “Para municípios médios e grandes, como Sorocaba, o impacto acaba sendo maior, porque concentra boa parte dos serviços públicos, até em nível regional”, acrescenta.

“Qualquer indicador fiscal que aponte uma piora é um fator de alerta”, diz. “Não significa que Sorocaba, em termos de caixa, de gestão fiscal, é ruim. Muito pelo contrário”, pondera. “Nós temos uma situação fiscal muito mais adequada e sustentável do que outros municípios também grandes”, acrescenta.

“Nós temos uma situação fiscal muito mais adequada e sustentável do que outros municípios também grandes”, diz o economista Renato Vaz Garcia. Crédito da foto: Divulgação / Cruzeiro FM 92,3

Sobre os investimentos, Garcia diz que a cidade não tem margem. Conforme ele, a instabilidade política pode ter contribuído com a situação. Mas ele pondera novamente e afirma que esse quadro já vem de alguns anos na cidade.

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Sefaz comenta

A Secretaria da Fazenda de Sorocaba (Sefaz) informou nesta sexta-feira (1º) que a metodologia utilizada pela Firjan visa verificar o desenvolvimento econômico das cidades muito em função da atividade econômica, que são distintas entre elas. “Umas têm perfil econômico mais industrial, outras mais em prestação de serviços”, diz.

“Dos indicadores apresentados pela Firjan, que avalia liquidez, investimentos, gastos com folha e situação fiscal, é importante ressaltar que a primeira foi avaliada dentro do previsto, mas abaixo do ideal. A segunda, considerada abaixo e as duas últimas indicaram boas posições, demonstrando eficiente gestão fiscal”, acrescenta.

“Portanto, o município vem fazendo a lição de casa, de não gastar mais do que arrecada”, alega a pasta. “Em relação ao investimento baixo, isso se deve ao fato de Sorocaba não dispor de recursos próprios; os investimentos estão sendo realizados com recursos de operações de crédito. Como da CAF, por exemplo”, termina. (Marcel Scinocca)

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