Sorocaba e Região

Greve em Caps afeta atendimento de pacientes em Sorocaba

Sem receber salários, os funcionários e médicos de duas unidades decidiram pela paralisação
Greve em Caps afeta atendimento de pacientes
Caps da Vila Progresso e Vila Hortência estão funcionando parcialmente desde o início da semana. Crédito da foto: Marcel Scinocca (18/9/2019)

A greve dos funcionários da Associação Paulista de Gestão Pública (APGP) continua em unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e nas Residências Terapêuticas (RTs). A instituição é responsável por duas unidades do Caps — Vila Hortência e Vila Progresso –, além de 15 RTs.

Na unidade Vila Progresso quem dependeu do atendimento se deparou com placas na entrada da unidade, avisando que há paralisação no local. Vários pacientes tiveram suas consultas reagendadas, caso de uma paciente do bairro Ana Paula Eleutério. “Reagendou para a semana que vem, mas não falou o horário”, contou a pessoa responsável pela paciente. Não foi o único caso observado pela reportagem. Na recepção da unidade, uma senhora também estava aguardando o reagendamento.

Dentro da unidade, o atendimento ocorria de forma parcial, com apenas 30% dos profissionais. A unidade da Vila Progresso tem cerca de 25 profissionais e realiza mensalmente mais de 1500 atendimentos. Os funcionários relataram à reportagem que estão sendo priorizados os casos de emergência. O local funciona 24 horas por dia. Essa é a mesma situação da unidade da Vila Hortência, na zona leste da cidade.

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A greve foi deliberada pelos funcionários da instituição em uma assembleia realizada na sexta-feira (13). Milton Sanches, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (SinSaúde), afirmou que procurou a Justiça do Trabalho para intermediar a questão. Até o momento, ainda não há decisão sobre o caso.

Greve em Caps afeta atendimento de pacientes
Secretário Watanabe debateu o problema ontem, em reunião com o Conselho da Saúde. Crédito da foto: Fábio Rogério (18/9/2019)

O médico Eduardo Vieira, presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região (Simesul), afirmou ontem que seis médicos que atuam nas duas Caps também aderiram ao movimento. Conforme ele, a alegação é a mesma dos demais profissionais: falta de pagamento.

A situação foi tema de reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS). Durante o encontro, realizado ontem na Prefeitura de Sorocaba, o secretário de Saúde, Ademir Watanabe, afirmou que só haverá pagamento se houver determinação da Justiça. “Se a Justiça determinar, nós pagamos amanhã”, afirmou. Ele ainda ressaltou que não tomaria nenhuma medida que fosse irregular.

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Prefeitura e APGP

Ninguém da APGP foi localizado para comentar a situação. Já a Prefeitura de Sorocaba ressaltou ontem que está empenhada para que a “situação seja resolvida o mais rápido possível”. O Poder Executivo lembrou ainda que o pagamento será feito por indenização, “que precisa ter parecer jurídico de aprovação. Esse trâmite está em andamento”. (Marcel Scinocca)

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