Sorocaba e Região

Gestão compartilhada em UPHs de Sorocaba faz 3 meses

Primeiro balanço aponta total de 47 mil atendimentos no bimestre nas unidades Norte e Oeste
Gestão compartilhada em UPHs de Sorocaba faz 3 meses
UPH Zona Norte recebe o maior volume de pacientes, principalmente clínicos. Crédito da Foto: Emídio Marques

O início da gestão compartilhada das duas Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) Zona Norte e Oeste completa no domingo (5) três meses. A assinatura do contrato com a Organização Social de Saúde (OSS) Instituto Diretrizes, com valor anual estimado em R$ 63.219.852,00, foi efetivado no dia 5 de fevereiro.

 

Conforme levantamento divulgado pela Prefeitura de Sorocaba, em dois meses (fevereiro e março) foram prestados um total de 47.016 atendimentos, entre clínicos, pediátricos e odontológicos nas duas unidades. Na UPH Norte foram 28.064 atendimentos, sendo 22.490 de clínicos, 4.770 pediátricos e 804 odontológicos. Na UPH Oeste foram 18.952 no período, sendo 10.549 clínicos e 7.151 pediátricos, além de 1.252 odontológicos.

O volume de atendimento está abaixo do previsto inicialmente em contrato. Em matéria publicada no Cruzeiro do Sul no dia 2 de fevereiro, a Prefeitura informou que com a gestão compartilhada a UPH Norte ofereceria no mínimo 66 mil atendimentos pediátricos (média de 11 mil no bimestre) e 156 mil adultos por ano (média de 26 mil no bimestre). Na UPH Oeste, a previsão era de pelo menos 78 mil atendimentos pediátricos (média de 13 mil no bimestre) e 144 mil adultos por ano (média de 24 mil no bimestre). Não foi informado na ocasião a previsão de atendimento odontológico nas duas unidades.

Avaliação da Prefeitura

A Secretaria de Saúde (SES) afirma que “nesses três primeiros meses, a gestão compartilhada já possibilitou o retorno do atendimento clínico na UPH Oeste e pediátrico na UPH Zona Norte”. “Novos medicamentos foram incorporados à grade, inclusive com a disponibilização de medicamentos para tratamento de infarto (trombolítico). Foram feitas adequações estruturais nos prédios das UPHs e houve melhorias da estrutura. Alguns problemas surgiram devido à fase de transição, porém esperados por conta da fase de transição”, diz a pasta.

UPH Zona Norte ainda tem reclamação de demora

Na UPH Zona Norte, que fica entre as avenidas Itavuvu e Ipanema, os pacientes ainda reclamam de demora no atendimento quando a unidade está com bastante gente, como foi o caso no início da tarde da última quinta-feira, quando a reportagem esteve no local. No saguão de espera mais de 30 pessoas aguardavam.

O aposentado Sebastião Medino da Silva, 73 anos, estava com sintomas de gripe e foi até a unidade por volta das 12h. Ele conta que ficou lá aguardando até às 13h30, mas como tinha muita gente esperando ele decidiu voltar outro dia. “Muita gente para ser atendida durante o dia. Vou voltar em outro horário, de madrugada, quando é mais tranquilo”, disse. Para ele, seria preciso aumentar a quantidade de médicos e ter mais uma unidade na região para atender a demanda. “A zona norte é muito grande, daí demora mesmo”.

Já Salete de Cássia Soares, 63 anos, levou a bisneta de três anos para ser atendida na mesma unidade e disse que achou rápido. “No total acho que ficamos na UPH uns 40 minutos. Foi rápido, talvez por ser atendimento infantil”, disse. Para ela, a gestão compartilhada melhorou o atendimento na unidade.

A SES afirma que “houve uma redução do número de queixas sobre demora de atendimentos, em especial na UPH Norte”. A pasta informou foi feita a reestruturação e ampliação da escala médica. “Considerando que a UPH Norte é uma unidade de urgência e emergência (porta aberta), fica susceptível a picos de onde ocorrem maior tempo de espera para o atendimento”, diz.

Sobre a falta de médicos, a SES informou que houve apenas uma reclamação em que faltou um dos médicos do plantão, “porém a coordenação médica da unidade imediatamente tomou providências para cobrir a escala com um novo médico”.

Oeste tem mais agilidade no atendimento

Na UPH Zona Oeste, que fica na avenida General Carneiro, os pacientes aprovaram a gestão compartilhada e disseram que o atendimento estava tranquilo na quinta-feira passada, quando a reportagem esteve no local. Na unidade havia menos pessoas aguardando na recepção em relação na UPH Zona Norte.

A dona de casa Regiane Rosa Soares, 36 anos, levou a filha de seis na unidade e disse que assim que chegou logo foi chamada e que ela gostou do atendimento. “Foi rápido o atendimento, esperei cerca de 10 a 15 minutos e já chamaram minha filha. Mas antes da mudança aqui não costumava demorar tanto”, afirma.

Já o alpinista predial David Jansen Leite, 41 anos, procurou atendimento na unidade porque estava com dores nas costas e estava aguardando atendimento. Ele disse que tinha acabado de chegar na unidade e não sabia se iria demorar ou não. “Não está muito cheio, então, creio que vai ser rápido”, aponta.

A SES disse que “em relação à UPH Zona Oeste, dentre as melhorias realizadas, foi revisada e ampliada a rede de oxigênio, com conserto de vazamentos, reduzindo o consumo de O2”. “Também foi realizada reforma da entrada de pediatria, com reestruturação da recepção e novos consultórios pediátricos. Além da ampliação da sala de medicação adulto e pediátrica, e conserto do telhado da unidade que apresentava infiltração e vazamentos”, aponta a pasta. (Ana Cláudia Martins)

Comentários