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Funcionário da Prefeitura de Boituva é preso acusado de compartilhar material pornográfico

11 de Setembro de 2020 às 13:52

A Polícia Federal de Sorocaba prendeu em flagrante um funcionário da Prefeitura de Boituva. Segundo a corporação, ele compartilhava material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes.

A informação foi divulgada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (11). O Cruzeiro do Sul questionou a Prefeitura de Boituva sobre o caso. Porém, a administração municipal informou não ter sido oficialmente notificada sobre o flagrante ao funcionário citado.

O governo municipal informou, por meio de nota, que tomará eventuais providências administrativas em relação ao caso, assim que notificada. “A investigação é de responsabilidade da Justiça Federal e a Administração Municipal está à disposição da polícia para colaborar no trabalho”, diz a Prefeitura de Boituva.

Preso em flagrante

Segundo a polícia, o homem de 44 anos foi preso, em flagrante, na manhã de quinta-feira (10), em sua residência, em Boituva, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). O motivo foi a posse e distribuição pela internet de material contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes.

A Polícia Federal afirma que ele foi autuado e é funcionário da Prefeitura de Boituva há 18 anos. Inclusive, o homem trabalhou por cerca de sete anos como inspetor de escola. O Cruzeiro do Sul também questionou a Prefeitura de Boituva sobre a pasta a qual o funcionário está lotado e qual função atualmente exercia na administração municipal, mas não houve resposta a respeito.

A pedido da Polícia Federal, a Justiça Federal de Sorocaba autorizou a realização de busca domiciliar na residência do suspeito. Foi no próprio imóvel que ele acabou sendo preso em flagrante na posse de diversos arquivos contendo estupros de crianças.

Crimes

Conforme a Polícia Federal, o investigado vai responder pela prática dos crimes previstos nos artigos 241-A (oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente). A pena de reclusão é de 3 a 6 anos e multa.

O homem também responderá pelo 241-B (adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente), cuja pena de reclusão é de 1 a 4 anos e multa, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). (Ana Cláudia Martins)

Atualizada às 16h23