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Fraudes na rede elétrica caem 44% no primeiro semestre em Sorocaba

21 de Julho de 2018 às 14:59

Regina Helena Santos - [email protected]

O volume de fraudes e furtos de energia elétrica em Sorocaba caiu 44% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2017. Foram 798 irregularidades encontradas de janeiro a junho último (15,4% das 5.187 inspeções realizadas no período), frente a 1.425 no ano passado (26,2% do total de 5.441 verificações). Segundo a CPFL Piratininga, o encontro das fraudes proporcionou a recuperação de 1.915 MWh no município, quantidade capaz de abastecer 1.064 imóveis pelo período de um ano. A concessionária não divulga quanto, em dinheiro, deixaria de ser arrecadado com os "gatos" na rede elétrica encontrados durante as inspeções. Fraudar a rede ou "roubar" energia para uso é crime, previsto no Código Penal, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além do fraudador ter que pagar os valores devidos.

Nas cidades da região de Sorocaba atendidas pela CPFL -- que incluem Itu, Salto e Indaiatuba -- de janeiro a junho deste ano totalizaram 1.324 ocorrências de fraudes e furtos na rede elétrica, resultados de 7.688 ações de inspeção e que recuperaram 3.177 MWh, volume de energia suficiente para abastecer 1.765 famílias por 12 meses. Depois de Sorocaba, Itu foi a cidade onde a CPFL identificou mais irregularidades -- foram 246 após 984 inspeções, um número que cresceu 46,4% frente as 169 fraudes encontradas em 2017. Indaiatuba e Salto também tiveram registro de mais fraudes este ano. Na primeira foram 147 (e 142, em 2017) e na segunda 133, uma alta de 66,3% em relação as 80 encontradas no ano passado.

Monitoramento

Segundo Roberto Sartori, diretor comercial da CPFL Energia -- da qual a CPFL Piratininga é distribuidora --, os investimentos em inteligência no monitoramento têm sido grandes aliados na identificação das fraudes e furtos de energia. "A integração com os órgãos públicos e autoridades policiais também tem sido fundamental nessas operações que visam o combate às ligações clandestinas."

Segundo a CPFL, os prejuízos dos "gatos" não são só financeiros, para a concessionária. Eles sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia, além de colocar em risco a vida das pessoas que resolvem mexer na rede sem preparação e equipamentos adequados para isso. Na presença de fraudes, qualquer pessoa pode denunciar a situação. Isso pode ser feito em contato com o e-mail [email protected], pelo telefone 0800 774 4286 ou pelo site www.cpfl.com.br.