Sorocaba e Região

Feiras livres viram alvo de assaltantes e preocupam feirantes

Sorocaba tem atualmente mais de 40 feiras livres, que são realizadas de terça a domingo, em todas as regiões da cidade
Feiras livres viram alvo de assaltantes
Pelo menos cinco ocorrências contra feirantes foram registrados em um mês. Crédito da foto: Emidio Marques (4/9/2019)

Feirantes denunciam aumento de casos de assaltos em feiras livres de Sorocaba e até um caso de arrastão. Eles afirmam que estão assustados com as ocorrências e pedem maior policiamento nos locais onde as feiras são realizadas para aumentar a segurança. Sorocaba tem atualmente mais de 40 feiras livres, que são realizadas de terça a domingo, em todas as regiões da cidade. Conforme a Secretaria de Abastecimento, Agricultura e Nutrição (Seaban) são 42 feiras livres na cidade.

Anali Guarini é feirante há muitos anos com a família e conta que desde o mês passado a insegurança está grande nas feiras livres em Sorocaba. Ela afirma que pelo menos cinco casos de assaltos, incluindo um arrastão, teriam ocorrido em feiras livres da zona leste desde o dia 15 de agosto. “O caso de arrastão ocorreu no dia 21 na feira da Vila Assis com alguns feirantes assaltados”, diz.

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Segundo ela, na mesma semana, pelo menos dois feirantes teriam sidos vítimas de assaltos depois que deixaram as feiras. Eles teriam sido seguidos até suas casas onde os assaltos teriam sido praticados. “Os assaltantes levam todo o dinheiro conseguido com a venda do dia na feira. Acreditamos que eles ficam nas feiras observando e vendo o movimento e depois praticam os assaltos”, diz.

Outra ocorrência, segundo Anali, foi na feira da Vila Assis, mas a Polícia Militar foi chamada e os bandidos fugiram. Já no início deste mês, na feira Santa Maria, na Vila Hortência, houve até tiros para o alto quando os feirantes gritaram que estavam sendo assaltados com o intuito de pedir ajuda. “Há muito tempo não temos segurança na feira. Estamos todos assustados, indo embora da feira mais cedo, às vezes até prejudicando os atendimentos”, desabafa a feirante.

Feiras livres viram alvo de assaltantes
Anali: estamos assustados. Crédito da foto: Emidio Marques (4/9/2019)

Ela disse ainda que os feirantes estão tentando marcar uma reunião com a Prefeitura de Sorocaba para pedir auxílio para a Guarda Civil Municipal, mas ainda não tiveram retorno. “Antigamente sempre tinha polícia nas feiras livres, mas nos últimos anos é quase raro aparecer uma viatura da PM ou da GCM”, afirma Anali.

Outra feirante bastante assustada com a falta de segurança nas feiras livres é a Ana Paula Ribeiro. Ela estava trabalhando na feira da Praça Frei Baraúna na manhã de ontem, no Centro, e já perto do encerramento avistou dois guardas municipais no local. “Deu um certo alívio a presença deles, mas não sabemos se isso passará a ser frequente ou não e em todas as feiras livres da cidade. Estamos assustados com os assaltos que estão ocorrendo”, diz.

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Patrulhamento intensificado

A Secretaria de Segurança e Defesa Civil (Sesdec) informa que tomou conhecimento do problema por meio de ofício protocolado ontem pelo presidente do Sindicato dos Feirantes e Vendedores Ambulantes de Sorocaba. No documento foram relatadas ocorrências de assaltos na Vila Assis e Santa Maria.

Segundo a Sesdec, a GCM remanejou parte do efetivo para intensificar o patrulhamento motorizado das feiras e a Policia Militar também seria comunicada sobre a questão. O secretário Marcos Mariano e do subcomandante da GCM, Henrique de Agrella, se colocaram à disposição para o agendamento de reunião com o representante das feiras livres.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado disse que “as polícias Civil e Militar trabalham de forma integrada para combater os crimes contra o patrimônio. O Comando de Policiamento do Interior 7 realiza policiamento ostensivo e preventivo na região, e sempre que necessário reorienta suas ações com base nos registros de ocorrências e os indicadores criminais. O trabalho conjunto das duas polícias possibilitou a queda de 27,22% dos registros de roubos em Sorocaba, na comparação com o mesmo período anterior. De janeiro a julho, 3.374 criminosos foram presos/apreendidos na cidade”. (Ana Cláudia Martins)

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