Sorocaba e Região

Falta de água gera polêmica em Araçoiaba da Serra

Presidente da Câmara afirmou durante sessão que a culpa é da população
O vereador Valter Lattanzio, atualmente presidente da Câmara de Araçoiaba da Serra. Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS

A falta de água em Araçoiaba da Serra gerou mais uma polêmica na cidade nesta semana. Desta vez, envolvendo o presidente da Câmara, Valter Lattanzio (PTB). Se referindo ao problema, o parlamentar afirmou durante a sessão ordinária de segunda-feira (28) que a culpa é da população.

“Esse negócio da água não vai resolver. Estamos em nove vereadores aqui e não vamos resolver nada. Vai ficar sem água novembro, dezembro, janeiro e fevereiro”, disse. Na sequência, ele completou: “Sabe por que? Por que isso que está acontecendo é culpa da população. Pega e vai construindo, construindo. Pica terreno e constrói, constrói, constrói. E depois, o poder público tem que chegar com água, chegar com coleta, com iluminação pública. Não adianta cobrar do poder público”. lembra.

Ontem, após a repercussão, Lattanzio amenizou. “Infelizmente as pessoas distorcem as coisas. Quando falo população não quis dizer toda a população de Araçoiaba e sim quem contribui com essas irregularidades. Infelizmente a ci

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dade não consegue crescer ordenadamente se isso continuar”, diz

Questionada sobre a falta de água na cidade, a empresa Águas de Araçoiaba afirmou ontem que em razão da estiagem prolongada e da baixa vazão do rio Pirapora, “vem efetuando manobras técnicas de redirecionamento para manter o volume de água tratada e distribuída do município”. A concessionária afirmou ainda que perfurou mais dois poços profundos e está estudando outras fontes de captação, além do rio Pirapora.

Já o prefeito da cidade, Dirlei Salas Ortega (PV) afirmou ontem que o maior problema da cidade é a falta de reservatórios. “Esta semana o prefeito e a empresa se reunirão com o promotor Orlando Bastos, para se fazer um TAC e consequentemente, tentar resolver o problema de vez”, acrescenta.

Por fim, Salas afirmou que há mais de 80 loteamentos ou parcelamentos clandestinos ou irregulares. A Prefeitura já teria entrado com cerca de 20 ações civis públicas contra os infratores.

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Enquanto isso, quem tem propriedade na cidade reclama da situação. “Ficamos sem água quatro, seis vezes por semana”, diz o empresário Carlos Lamarca, que tem propriedade no local ha seis anos. “E as contas vem absurdamente caras”, afirma. (Marcel Scinocca)

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