Sorocaba e Região

Ex-assessora de Crespo será intimada a depor sobre voluntariado na Prefeitura

Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Tatiane Polis
Tatiane Polis trabalhou como voluntária da Prefeitura de Sorocaba. Crédito da foto: Emídio Marques (17/4/2019)

Tatiane Polis, ex-assessora do prefeito José Crespo (DEM), será intimada nesta semana pela Polícia Civil. Ela deverá prestar depoimento no início de junho sobre a investigação do falso voluntariado na Prefeitura de Sorocaba.

A intimação e o depoimento de Tatiane Polis foram confirmados pelo titular da Delegacia Seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel. A declaração foi dada logo após a Polícia Civil cumprir um mandado de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (28), na residência da investigada.

Os policiais apreenderam na casa de Tatiane Polis documentos, aparelhos celulares e notebooks. Os materiais serão encaminhados para a perícia.

Segundo Carriel, em entrevista à rádio Cruzeiro FM, um dos materiais coletados na residência foi o termo original de voluntariado original relacionado à investigada. “É um documento fundamental, que gerou o início do inquérito do voluntariado irregular”, comenta o delegado.

Esse trabalho da Polícia Civil sobre o voluntariado na Prefeitura de Sorocaba apura tanto a possível prática de crime de responsabilidade do prefeito José Crespo quanto o de usurpação de função pública de Tatiane Polis. Agora, os policiais também aguardam a remessa das informações referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e de dados autorizadas pelo Tribunal de Justiça.

No dia 17 de abril, o Cruzeiro do Sul publicou que o prefeito José Crespo determinou para Tatiane Polis receber um salário de R$ 11 mil por mês, embora atuasse como “voluntária” na Prefeitura. Esta declaração foi feita pelo ex-secretário de Comunicação e Eventos (Secom), o jornalista Eloy de Oliveira, que naquele mês pediu exoneração do cargo após ser citado como investigado na operação Casa de Papel.

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O Cruzeiro do Sul teve acesso a trechos do depoimento de Eloy. No documento, ele informa que Crespo insistiu para que a agência de publicidade e propaganda DGentil contratasse Tatiane como funcionária, mas o dono da empresa, Luís Navarro, se recusou a contratá-la. O impasse foi resolvido com um acordo, por determinação de Crespo, pelo qual a ex-assessora deveria ser paga com dinheiro do contrato público — no valor de R$ 20 milhões — que a agência tem com a Prefeitura. (Da Redação)

 

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