Sorocaba e Região

Escolas municipais têm mais de um furto ou depredação por dia

Entre janeiro e junho deste ano, mais de 200 invasões foram registradas em escolas municipais, incluindo casos de furto, depredação e vandalismo, de acordo com informações da Secretaria de Comunicação (Secom), Nos primeiros seis meses de 2017 foram registradas 103 invasões em escolas municipais. Nesta quarta-feira (04), houve mais uma ocorrência, desta vez, na creche do Centro de Educação Infantil (CEI) 103, Professor Jorge Moyses Betti, no bairro Sorocaba Park, quando os alunos tiveram as aulas canceladas, porque toda a fiação elétrica da unidade foi furtada.

Em nota, a Secom informou que “a direção da escola está mobilizada em organizar sua estrutura para reduzir ao máximo o impacto da ocorrência entre os alunos”, informando ter sido interrompido temporariamente o atendimento na creche, mas que as aulas do pré foram mantidas, e que deviam ocorrer normalmente também no período da tarde.

Na semana passada, a Escola Municipal Professora Norma Justa Dall Ara, no Parque Vitória Régia, também teve sua fiação elétrica furtada, e até ontem os alunos continuavam a ter aulas no escuro. De acordo com o pai de um aluno, as crianças permanecem no pátio com atividades externas, indo para as salas apenas momentos antes do encerramento do turno. Segundo a Prefeitura, o atendimento normal em seus dois prédios deverá ser retomado na próxima segunda-feira, dia 9.

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As ocorrências deste ano superam as 103 do mesmo período de 2017 - DIVULGAÇÃO / SECOM - SOROCABAAs ocorrências deste ano superam as 103 do mesmo período de 2017 – DIVULGAÇÃO / SECOM – SOROCABA

No último dia 6, a reportagem também mostrou a preocupação dos pais de alunos do Centro de Educação Infantil 16 Professora Beatriz de Moraes Leite Fogaça, na Vila Carvalho, cuja unidade havia sido furtada provavalmente na noite de domingo, quando foram levados sete televisores. Os pais temiam que os ladrões invadissem o prédio durante as aulas, como já teria acontecido anteriormente, quando pularam o muro e furtaram as bolsas de duas professoras.

A Prefeitura informou que a Secretaria da Educação, em parceria com a Guarda Civil Municipal (GCM), está buscando novas formas de combater esse problema, como a intensificação das rondas nos locais com maior número de ocorrências.

Videomonitoramento

Em março do ano passado, a Prefeitura encerrou o contrato de videomonitoramento com a empresa Power Segurança e Vigilância Ltda. Questionada pela reportagem, a administração municipal também não informou se pretende fazer novo contrato para vigilância com câmeras este ano, e nem o montante gasto com os reparos dos próprios municipais furtados e/ou vandalizados.

De janeiro a 31 de outubro do ano passado, de acordo com estatística divulgada pela Prefeitura, foram furtados ou vandalizados 309 próprios municipais, entre escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Casas do Cidadão e outros. Na ocasião, a Prefeitura não revelou o valor gasto por conta dos estragos registrados nos prédios municipais, mas em julho havia informado que até aquela data o município já tinha gasto cerca de R$ 900 mil para reparar somente os danos provocados nas escolas municipais da cidade.

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O gestor de vendas Fernando Campagna, pai de um casal de gêmeos de 4 anos de idade matriculado no CEI-103, reclamou do transtorno causado pelo cancelamento das aulas, tendo em vista que a esposa também trabalha.Para ele, é inadmissível não haver sistema de videomonitoramento, pois entende se tratar de “um patrimônio construído com dinheiro público, não podendo deixar se depreciar desse jeito”.

Ele também reclamou da falta de previsão para o retorno normal das aulas, além da inexistência de um canal de comunicação direto com os pais, que hoje terão que ir até a escola sem saber se voltarão ou não com os filhos para casa.

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