Sorocaba e Região

Dono de empresa nega que pagou salário a Tatiane Polis

Luis Carlos Navarro Lopez prestou depoimento à CPI que investiga irregularidades no voluntariado no Executivo
Dono de empresa nega que pagou salário a Tatiane Polis
Lopez fala à CPI do voluntariado na Câmara. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Luis Carlos Navarro Lopez, proprietário da empresa DGentil, que venceu a licitação do contrato de publicidade da Prefeitura de Sorocaba, prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no voluntariado no Executivo. No depoimento, Lopez negou que a empresa tivesse pago algum tipo de salário para Tatiane Polis, que já foi voluntária no Paço Municipal, situação que motivou a investigação na Câmara.

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Acompanhado de dois advogados, Lopez apresentou um habeas corpus para ser ouvido como investigado e não como testemunha. Já no início da oitiva, um dos advogados falou que algumas informações em posse da CPI estavam adulteradas e falou em falsidade nas acusações apresentadas.

Lopez também disse que participou de várias reuniões em Sorocaba, sendo que a maior parte ocorria na Prefeitura de Sorocaba. Em duas delas, ele confirmou a presença de Tatiane Polis. Uma delas, foi para a apresentação de campanha. Tatiane Polis teria participado como ouvinte. A reunião foi no gabinete do prefeito, segundo Lopez. Ele negou que a empresa efetuasse algum pagamento para Tatiane Polis. Há denúncia de que ela receberia R$ 11 mil mensais. “Não tem sentido. Isso não ocorreu”, disse.

Sobre o contrato de mais de R$ 20 milhões, Lopez falou em deturpação nas informações. Segundo ele, apenas uma parte do valor fica para a agência, sendo que a maior parte vai para os meios de comunicação e produtoras. O empresário também comentou sobre uma pesquisa para atuação dos trabalhos, que incluía nomes de diversos políticos de Sorocaba, entre eles deputados e vereadores. Ele defendeu a realização de um relatório completo para a definição de estratégias dos trabalhos. Iara Bernardi (PT), presidente da CPI, se referiu à lista como uma pesquisa eleitoral. “Tem toda característica de uma pesquisa eleitoral”, lembrou.

Segundo a presidente, a CPI recebeu a informação do fiscal do contrato que mais de 40 notas foram recusadas, já que seriam de produtos que não foram solicitados. A CPI deveria ouvir outras duas pessoas, que não compareceram. Willian Polis, marido de Tatiane Polis, e João Batista Pelegrini, estão convocados para prestar depoimento na terça-feira (7). (Marcel Scinocca)

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