Sorocaba e Região

Delegado seccional prioriza aproximação com comunidade

Wilson Negrão visitou o Cruzeiro do Sul e destacou ainda que quer a valorização do policial civil
Delegado Rodrigo Ayres (esq.); presidente do Conselho de Administração da FUA, César Augusto Ferraz dos Santos; membro do Conselho de Administração da FUA, Marco Aurélio Laham Dottore; presidente do Conselho Superior da FUA, Valdir Euclides Buffo Junior; delegado seccional, Wilson Negrão; promotor de Justiça Antonio Domingues Farto Neto. Crédito da foto: Emídio Marques (22/1/2020)

 

O novo delegado seccional de Sorocaba, Wilson Negrão, visitou o jornal Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (22). Após um tour pelas instalações, ele concedeu entrevista exclusiva. Na ocasião, ele deu prioridade para dois temas: valorização do policial civil e aproximação com a comunidade.

No Cruzeiro, o delegado seccional foi recepcionado pelo presidente do Conselho de Administração da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), César Augusto Ferraz dos Santos, pelo presidente do Conselho Superior da FUA, Valdir Euclides Buffo Junior, o conselheiro Marco Aurélio Laham Dottore e pelo promotor da Infância e Juventude, Antonio Domingues Farto Neto.

O novo titular da Seccional afirmou que acredita na efetivação da aproximação com a população e na humanização do trabalho policial. “Sou professor da polícia comunitária da academia. Acredito nessa aproximação da polícia com a comunidade. Você tem que valorizar o trabalho do policial para que ele entenda como funciona esse trabalho.

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Tenho tentado me aproximar mais dos policiais que estão lá na ponta, no plantão, no distrito, para ver as necessidades deles. A minha gestão é baseada na humanização. Quero humanizar e pacificar”, garante.

Ele também tratou dos pequenos ajustes que estão sendo tratados no plantão policial. “Vamos tentar melhorar um pouco, tanto a localização, tanto as condições dos policiais, quanto das vítimas, das pessoas que buscam o plantão. Isso é uma das coisas”, afirma. “Alguns ajustes na polícia nós tivemos que fazer, até porque mudou a gestão. É uma outra forma de enxergar a Polícia Civil, outra forma de administrar”, garante. Mudanças também foram realizadas nas cidades de Itu e Salto.

O delegado avaliou os primeiros dias à frente da instituição. “Agora, estamos um pouco mais acostumados e entendendo um pouquinho mais. Tudo isso para que a gente possa fazer uma gestão mais adequada. E adequada a quem? Aos policiais, para que eles tenham uma qualidade de vida maior dentro do trabalho e principalmente para a comunidade de Sorocaba e de outros municípios. Isso, para que a gente possa servir de uma forma melhor” comenta.

“Na verdade, nunca sabemos de tudo. Estamos sempre aprendendo alguma coisa nova. Não é diferente lá — na Seccional. Todo dia tem coisas novas que aparecem e a gente precisa entender esses novos fatos”, diz. “Estamos conhecendo vários setores, porque a Seccional é grande. Temos que nos inteirar e conhecer as necessidades do municípios e dos policiais. São 18 municípios”, acrescenta.

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Denúncias pelo WhatsApp

Negrão voltou insistir na inteligência policial como forma de facilitar para a população e dar mais efetividade para a Polícia Civil. Um desses trabalhos é a implementação do WhatsApp para se receber denúncias. “Já estamos tendo resultado”, diz. Sobre os “pancadões”, que ocorrem em vários bairros de Sorocaba, o delegado seccional afirmou que o trabalho de mapeamento da situação continua. Segundo ele, essa tarefa é importante para dar mais efetividade nas ações.

Negrão esteve acompanhado do delegado assistente Rodrigo Ayres, que também comentou sobre a implantação do WhatsApp. “São resultados positivos. Temos uma equipe focada nesse trabalho. É também um trabalho de aproximação com a comunidade”, lembra.

Mais sobre o delegado

Por cerca de 12 anos, Wilson Negrão comandou o Grupo Antissequestro de Sorocaba (GAS). Mais recentemente, ele comandou a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Ele também já atuou na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e, de forma ativa, atuou na implantação do Grupo de Operações Especiais (GOE), em Sorocaba. (Marcel Scinocca)

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