Sorocaba e Região

Crespo é indiciado pela Polícia Civil por crimes no caso do voluntariado

Prefeito foi indiciado por crime de responsabilidade e usurpação de função pública
Casa de Papel: Prefeito José Crespo torna-se formalmente investigado
O prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM). Crédito da Foto: Emídio Marques/Arquivo JCS (14/1/2018)

O prefeito José Crespo (DEM) foi indiciado pela Polícia Civil por crime de responsabilidade no caso do voluntariado da ex-assessora da Prefeitura de Sorocaba, Tatiane Polis. A informação é da delegada Daniela Cavalheiro Moreira Lara de Góes, responsável pelo inquérito na Polícia Civil.

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De acordo com ela, em entrevista o Cruzeiro do Sul na tarde desta sexta-feira (26), o prefeito foi indiciado com base no decreto 201, que trata de crimes cometidos por prefeitos, por inobservância à legislação municipal. Além disso, Crespo também foi indiciado pelo crime de usurpação de função pública, segundo a delegada, porque o fato envolvendo a ex-servidora ocorreu com a anuência dele.

A delegada também explicou que o indiciamento ocorreu de forma indireta, já que a defesa do prefeito não teria indicado o dia do indiciamento, conforme solicitado pela Polícia Civil. Ele tinha até quinta-feira (25) para se manifestar nesse sentido, o que não ocorreu. Ainda conforme ela, A defesa indicou o dia 13 de agosto. o que inviabilizaria a devolução do inquérito ao Tribunal de Justiça, cujo prazo é segunda-feira (29). “Nesta data – dia 13 de agosto — o inquérito não estará mais aqui”, explica.

Tatiane Polis, a ex-servidora comissionada da Prefeitura de Sorocaba, não será indiciada neste caso, conforme Daniela Cavalheiro, uma vez que o crime atribuído a ela é de menor potencial ofensivo.

Defesa

Marcio Leme, que representa a defesa do prefeito, comentou a decisão da Policia Civil. “O prefeito José Crespo não foi intimado pela Polícia Civil acerca do indiciamento divulgado pela imprensa, que, de todo modo, e a rigor, se trata de um ato policial unilateral, que, em verdade, em nada altera a situação jurídica de absoluta inocência de qualquer cidadão”, diz a nota divulgada pelo advogado.

Ele acrescenta: “O que em verdade salta aos olhos é que aludida medida policial, apesar de inócua para o inquérito policial e para as pessoas envolvidas, tenha sido supostamente adotada e amplamente divulgada em procedimento sigiloso, às vésperas de importante discussões políticas acerca da conclusão de processo de cassação contra o prefeito que tramita na Câmara de Vereadores.” (Marcel Scinocca)

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