Sorocaba e Região

CPI do Acolhimento entra na fase final dos trabalhos

Foram ouvidos pais de uma criança e de um adolescente que teriam sofrido violência física e sexual em entidades
CPI do Acolhimento entra na fase final dos trabalhos
Vereadores fizeram novas oitivas. Relatório deve ser entregue em duas semanas. Crédito da foto: Emidio Marques (27/8/2019)

A CPI do Acolhimento do Menor realizou nesta terça-feira (27) a última rodada de oitivas. Foram ouvidos pais de uma criança e de um adolescente que teriam sofrido violência física e sexual em entidades de Sorocaba. Foi a quarta rodada de depoimentos.

Um dos depoentes relatou que seu filho de cinco anos sofreu violência sexual que teria sido praticada por uma adolescente, também assistida da unidade. O pai também relatou a fuga dos filhos e até o consumo de entorpecentes. Uma mãe que prestou depoimento relatou situação de agressão em outra unidade de acolhimento.

A representante de uma das entidades, em que, em tese, teria ocorrido a situação de violência, também prestou depoimento e negou irregularidades. Entretanto, ela reclamou da falta de informações em alguns casos, quando o acolhido é recebido. A coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Sul/Leste também prestou depoimento e relatou problemas para a execução das atividades.

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Para o presidente da CPI, vereador Rodrigo Manga (DEM), várias situações foram comprovadas durante os trabalhos. “A Prefeitura de Sorocaba paga por um serviço que ela não fiscaliza”, comenta. “Infelizmente a situação de abuso sexual e violência também foi comprovada. Falta equipamentos e estrutura para a rede”, avalia.

Durante a CPI, foi afirmado por entidades que cada criança ou adolescente custa ao município R$ 2,8 mil por mês.

Fim dos trabalhos

Fernanda Garcia (Psol), relatora da CPI, afirmou que a ideia é finalizar os trabalhos em duas semanas. “Estamos juntando todas as oitivas para o relatório final. Estamos documento tudo”, diz. “Vamos ainda conversar com os membros da CPI, mas acredito que falta pouco para finalizar”, conclui. (Marcel Scinocca)

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