Sorocaba e Região

Casos de dengue sobem 14% e passam para 1.527 em Sorocaba

Dos casos, 1.410 são autóctones, 96 importados e 21 indeterminados
Casos de dengue sobem 14% em 15 dias e passam para 1.527
A Zoonoses removeu 220.730 quilos de criadouros até ontem. Crédito da foto: Divulgação / Prefeitura

Em 15 dias, os casos de dengue subiram 14,12% em Sorocaba, passando de 1.338 registrados em 22 de abril para 1.527, atualmente. Esses dados constam do boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (7) pela Secretaria Municipal da Saúde (SES). O aumento representa 189 casos de dengue a mais no período.

De acordo com a SES, dos 1.527 casos confirmados de dengue na cidade, 1.410 são autóctones, 96 importados e 21 indeterminados.

Também foram registrados nove casos de chikungunya (sete autóctones e dois importados) e nenhum de zika nem de febre amarela. Houve uma morte registrada por conta da dengue neste ano. A cidade vive uma epidemia da doença desde o início de fevereiro de 2020.

 

Conforme a SES, as três regiões com maior número de casos ficam na área de abrangência das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros Jardim Rodrigo, Parque São Bento, Wanel Ville e Nova Esperança.

Mais de 156 mil imóveis são visitados

Em continuidade ao combate do mosquito Aedes aegypti, a SES, por meio da Divisão de Zoonoses, removeu 220.730 quilos de criadouros do vetor até esta quinta-feira (7). No mesmo período, 156.128 imóveis foram visitados ao redor de casos positivos de dengue. Os trabalhos são realizados todos os dias, de segunda-feira a domingo.

De acordo com a Zoonoses, a quantidade da remoção de criadouros foi possível graças ao trabalho de “arrastão”, com três caminhões auxiliando na retirada de recipientes que acumulavam água. “Essa atividade tem boa aceitação pela população, porém ainda é necessário mais colaboração e sensibilidade da sociedade em relação ao tema”, explica a coordenadora da Zoonoses, Thais Buti.

Dos mais de 150 mil imóveis visitados, 23.880 receberam nebulização. As demais residências precisaram da aplicação de larvicida, um produto que mata a larva do mosquito.

 

Outros locais tiveram os criadouros tratados, no momento da visita, com sabão em pó ou detergente, que são produtos alternativos para matar as larvas do mosquito.

A Divisão da Zoonoses informa que nessa época de pandemia da Covid-19, os agentes estão visitando somente as áreas externas dos imóveis, de máscaras, para reduzir o risco de contaminação pelo novo coronavírus.

As nebulizações são realizadas normalmente, com a população aguardando do outro lado da rua, a uma distância de dois metros entre os núcleos familiares, para evitar aglomerações.

As pessoas que não quiserem sair de suas casas, podem permanecer dentro delas, fechando todas as portas e janelas, bem como colocando panos nos vãos das portas, para evitar a intoxicação pelo inseticida. (Ana Cláudia Martins)

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