Sorocaba e Região

BOS é líder em captação e transplantes de córneas na América Latina

Hospital Oftalmológico chega aos 25 anos como referência, inclusive pela tecnologia empregada
BOS é líder em captação e transplantes de córneas na América Latina
BOS-HOS captou 181.800 córneas e fez mais de 38.088 transplantes. Crédito da foto: Vinícius Fonseca (24/9/2020)

Há 25 anos, celebrados em 6 de novembro, o Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS), instituição pertencente ao grupo BOS (Bando de Olhos de Sorocaba), dava início a uma história marcada pela inovação, tecnologia e excelência profissional voltada à saúde e à qualidade de vida da população.

Na década de 1990, o BOS já estava estabelecido como uma referência em captação e distribuição de córneas. Surgiu, então, a necessidade de construir um hospital próprio. Inaugurado em 1995, o HOS, erguido em um terreno doado pela Prefeitura, no Jardim Emília, já impressionava pela sua grandiosa estrutura. Era algo inédito em toda a região: um hospital dedicado exclusivamente à visão. A cidade, na época, tinha em torno de 30 oftalmologistas, sendo que o HOS iniciou suas atividades com 50.

Em 2003, foi inaugurada a primeira ampliação do complexo hospitalar, que proporcionou a integração de mais uma especialidade: a otorrinolaringologia. Esta começou com uma equipe enxuta de cinco médicos especialistas. A demanda da população pelos atendimentos foi só crescendo, em especial após o credenciamento do BOS ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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Atualmente, mais de 200 médicos oftalmologistas e 50 otorrinolaringologistas fazem parte da equipe responsável por realizar mais de 30 mil atendimentos por mês — em números anteriores à pandemia –, sendo 70% por meio do SUS. “A área de oftalmologia é uma demanda reprimida no SUS, assim, o Hospital Oftalmológico de Sorocaba é de grande importância para a assistência dos pacientes e para a prestação de um serviço social”, aponta Pascoal Martinez Munhoz, presidente do grupo BOS.

Líder em transplantes

O alto número de cirurgias de transplante de córneas coloca o BOS-HOS como o maior transplantador da América Latina. São mais de 181.800 córneas captadas no BOS e mais de 38.088 transplantes realizados no centro cirúrgico do HOS. E esses números aumentam progressivamente, visto que a demanda é grande.

Segundo Pascoal, mesmo em tempos difíceis, como esses que enfrentamos com a pandemia, o HOS manteve o atendimento humanizado. Além dos números, o BOS também é referência pela tecnologia empregada. Somente em 2019 e 2020, foram investidos mais de R$ 5 milhões em novos equipamentos para uso no parque do HOS, presentes apenas nos principais centros de saúde do mundo e muitos deles únicos em toda a América Latina, o que contribui para manter a posição de destaque do hospital no setor.

Centro de ensino

Após a inauguração do HOS, logo já houve o interesse em investir na área de ensino. Em 1998, foi criado o curso de especialização em oftalmologia, a primeira residência médica do BOS. No ano seguinte, o curso foi credenciado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). A partir de 2002, começou a ser oferecido o curso de subespecialização em Córnea e, logo após, a subespecialização em Retina.

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Hoje, o BOS tem uma das residências médicas em oftalmologia mais qualificadas e concorridas do Brasil. Atualmente, também há os cursos de subespecialização em catarata, glaucoma, ultrassonografia ocular, reabilitação visual e visão subnormal, lente de contato e neuroftalmologia, além do estágio em Segmento Anterior, em que o médico oftalmologista é treinado em período integral, nas áreas de córnea, catarata e cirurgia refrativa.

Por sua vez, o ensino na área de otorrinolaringologia começou em 2008 pela disponibilização de estágios. Em 2010, o BOS foi credenciado pelo MEC para que também pudesse oferecer a residência médica na especialidade. Desde então, são selecionados, anualmente, três residentes para o curso, que tem duração de três anos, ou seja, sempre há nove residentes no BOS, que são instruídos por uma experiente equipe docente com 20 médicos. Em 2011, a área foi segmentada nas subáreas de rinoscopia, cirurgias nasais, sinuscopias, medicina do sono, videoendoscopia nasal, polissonografia e vários outros exames. (Da Redação)

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