Sorocaba e Região

Atualização do Plano SP é adiada e região de Sorocaba segue na fase verde

A reclassificação ocorrerá no dia 30 de novembro
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Sorocaba permanecerá na fase verde do Plano São Paulo. Crédito da foto: Vinícius Fonseca (28/04/20)

Atualizada às 16h06

A atualização do Plano São Paulo, prevista para ocorrer nesta segunda-feira (16), foi adiada para o dia 30 de novembro. Assim, as 48 cidades do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba permanecerão na fase 4 (verde) por mais duas semanas. O anúncio foi feito pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSBD), na tarde desta segunda-feira (16).

Segundo Doria, a decisão se deu em razão de uma pane no Sivep-Gripe, sistema do governo federal para registro de óbitos pela Covid-19. No dia 6 de novembro, a plataforma saiu do ar. Devido ao problema técnico, os dados atualizados dos índices epidemiológicos ficaram comprometidos até o dia 12.

Por isso, diante da ausência de indicadores precisos, o governo estadual optou por postergar a reclassificação do plano e também prorrogar a quarentena até o dia 16 de dezembro. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, a medida é uma forma de precaução e de garantir a segurança da população, além de mostrar transparência nas ações do governo estadual para o enfrentamento da pandemia. “Por precaução e responsabilidade, o governo optou por não realizar a reclassificação do plano São Paulo na data de hoje (segunda-feira, 16), mantendo a classificação por mais duas”, justificou.

Já a secretária Estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, acrescentou, como argumento para a mudança, o aumento no índice de internações pelo coronavírus em todo o Estado, na semana passada. Conforme Patrícia, a alta foi de 18%, nas redes pública e privada de saúde. O aumento, completou Gorinchteyn, pode estar relacionado ao respeito ao isolamento social, as aglomerações e o não cumprimento dos protocolos de prevenção à doença observados no feriado prolongado do Dia de Finados. A média aumentou de 859 novas internações diárias, na penúltima semana, para 1.009 na semana passada. O número é o maior das últimas cinco semanas, ou seja, desde a primeira semana de outubro.

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No mesmo período, os números de mortes e novos casos da doença se mantiveram estáveis. A média de óbitos pela doença ficou em 88 por dia e de positivações, em 3.664. Os dados ainda dependem de consolidação, pois foram prejudicados pelo problema no sistema.

Patrícia ainda afirmou que, caso a atualização tivesse ocorrido nesta segunda (16), diversas regiões avançariam para a fase verde. Desta forma, aproximadamente 90% do Estado passaria para esta classificação.

Cidades onde os índices epidemiológicos apresentem grande piora poderão ser rebaixadas diretamente para a fase vermelha, reforçou, também, a secretária.

Fase verde

A região de Sorocaba avançou para a fase verde no dia 9 de outubro, data da última atualização do Plano. Isto é, a cidade e os outros 47 municípios do DRS estão nesta classificação há mais de um mês.

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Na ocasião, as regiões de Campinas, Piracicaba, Taubaté, Baixada Santista e a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) também progrediram para a fase verde. Atualmente, 76% da população paulista vive em cidades que estão na mesma classificação.

As outras nove regiões – Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e São José do Rio Preto – continuam na  amarela.

Comércio e serviços

Nesta fase, o comércio não essencial e os serviços podem funcionar por até 12 horas. Shoppings, galerias e semelhantes, comércio de rua, assim como salões de beleza, barbearias, academias de ginástica, bares e restaurantes devem operar com até 60% da capacidade.

Os estabelecimentos alimentícios também podem abrir por 12 horas, desde que iniciem as atividades depois das 6h e encerrem às 22h. Os clientes podem permanecer nos locais até as 23h, mas o serviço deve ser interrompido uma hora antes.

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Já eventos, convenções e atividades culturais também estão liberados, desde que sigam todas as medidas de segurança e prevenção à Covid-19. Os espaços culturais devem, obrigatoriamente, controlar o acesso do público e agendar horário. A venda de ingressos em bilheterias físicas está autorizada, se forem seguidos os protocolos sanitários e de distanciamento. Filas e espaços devem estar demarcados, respeitando a distância mínima de dois metros. Como nos outros casos, a ocupação não pode ultrapassar 60%.

Demais atividades que gerem aglomeração continuam proibidas.

Todos os setores devem adotar protocolos geral e setorial específico contra o novo coronavírus.  (Vinicius Camargo, com Estadão Conteúdo) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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