Sorocaba e Região

Ato em apoio ao ministro Moro e Lava Jato reúne manifestantes no Campolim

A realização do ato em Sorocaba insere-se entre os eventos nacionais realizados neste domingo (30)
A realização do ato em Sorocaba insere-se entre os eventos nacionais. Foto: Divulgação

 

Atualizada às 19h50

Manifestantes realizaram na tarde deste domingo (30), em Sorocaba, um ato seguido de passeata em favor da Operação Lava Jato, do ministro Sérgio Moro, do decreto das armas do governo federal, do projeto de Reforma da Previdência Social e do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Exaltaram apoio também ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato.

Simultaneamente, em discursos e palavras de ordem, fizeram críticas ao PT, ao ex-presidente Lula (PT), aos sindicatos e à esquerda. O símbolo de um caixão com caricatura de Lula e estrela do PT na tampa marcou presença. A iniciativa ocorreu em sintonia com manifestações em defesa da Lava Jato e de Sérgio Moro ocorridas neste domingo em várias regiões do Brasil.

Os organizadores do ato em Sorocaba calcularam o público em 2 mil pessoas, enquanto a Polícia Militar fez a estimativa de público em mil pessoas. O ato foi organizado pelas entidades Direita São Paulo, Movimento Brasil Livre (MBL), Ativistas Contra a Corrupção e Vem Pra Rua. Os manifestantes se concentraram na praça em frente ao Parque do Campolim e seguiram em passeata por cerca de 500 metros, na avenida Antônio Carlos Comitre, até o prédio do Ministério Público Federal (MPF).

“Para a melhoria do Brasil”

O motorista e microempresário Silton Luiz Pereira Proença, de 30 anos. resumiu o objetivo do ato: “Essa manifestação é para mostrar a indignação do povo com a demora da Câmara e o Senado para votar pautas para a melhoria do Brasil.” O funcionário público estadual Wagner de Lara Sanches, de 29 anos, afirmou que “a manifestação mostra a diferença entre pessoas que realmente estão lutando pelo País e aqueles que estão pensando apenas nas suas porcas causas”.

Sanches também falou sobre greves que “prejudicam cidadãos de bem, que querem trabalhar”, e propôs que “o movimento sindical tem que ser criminalizado, a esquerda tem que ser criminalizada”. Também a auxiliar de educação Cecília Mendes, de 51 anos, afirmou que “infelizmente o Brasil só funciona assim, se depender do Congresso nada passa, tem que ir pra rua lutar pelos nossos direitos”.

“Maior herói da nação”

O deputado estadual Danilo Balas (PSL) pediu ao público palmas para Sérgio Moro e foi atendido. “Ele é o nosso herói, parabéns ministro Sérgio Moro”, disse Balas. Balas rotulou o ministro como “o maior herói da nação”. Vários oradores se sucederam nos discursos. Enquanto elogiavam as pautas do governo de Jair Bolsonaro, os oradores atacaram Lula, o PT e as recentes denúncias publicadas pelo site The Intercept Brasil, do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, sobre supostas conversas entre Moro e Dallagnol em processo contra Lula. Um integrante do MBL afirmou que as informações do Intercept “podem não ser verídicas”.

O deputado estadual Danilo Balas (PSL) pediu ao público palmas para Sérgio Moro. Foto: Divulgação

 

O coordenador do Direita São Paulo, Dylan Dantas, disse que “a governabilidade que Jair Messias Bolsonaro precisa está no povo, a única coisa que os políticos temem é o povo”. Segundo ele, o Direita São Paulo “não tem vínculo com partido político porque o nosso partido é o Brasil”.

Bandeira monarquista

O início da manifestação, às 16h, começou com uma bandeira monarquista estendida sobre o público e que causou reprovação dos presentes. O público pediu que a bandeira fosse retirada e a solicitação foi atendida pelos organizadores do ato. Nesse momento, as pessoas agitaram as bandeiras do Brasil. Muitos vestiam camisetas com as cores da bandeira, outros envolviam bandeiras no corpo. Uma das palavras de ordem do ato foi de que “a nossa bandeira jamais será vermelha”.

Um orador disse que o povo brasileiro precisa apoiar a Lava Jato “porque sem ela nós não conseguiríamos ter desbaratado o maior escândalo de corrupção do mundo”. Durante a passeata, os coros entoaram: “Lula, ladrão; Bolsonaro, capitão”, “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. Em outro coro, elogiaram a Polícia Militar: “Heróis de farda, pra trabalhar, eu canto vivas à Polícia Militar.” (Da Redação)

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